Conhecendo a Blue Lagoon em Comino

Além de Malta, existem outras duas ilhas habitadas, Comino e Gozo, que pertencem ao mesmo arquipélago. A ilha de Comino fica localizada entre as ilhas supracitadas e mede aproximadamente 2 km. Sua única atração é a estonteante "Blue Lagoon" ou lagoa azul.




Li previamente que a praia ficava abarrotada em dias ensolarados. Acordei às 8h tomei banho e café. Às 9h estava no ponto de Pembroke, que fica a uns 5 minutos caminhando do apartamento em Swieqi. Pegamos o X1 (ônibus que faz a rota do aeroporto), pois desceríamos no ponto final em Cirkewwa. Ressalto que o ponto estava cheio de turistas com roupas de banho e tinham o mesmo objetivo. As linhas, rotas e horários podem ser consultados aqui: https://www.publictransport.com.mt/en/timetables



Exatamente às 10 horas chegamos no ponto final e nos deparamos com uma placa que indicava onde encontraríamos o escritório dos "ferries" para Comino. Compramos o ticket de ida e volta por 10 euros, que saia a cada 1 hora e fazia o percurso inverso a cada 30 minutos.

O barco era bem pequeno e o piloto bastante rude, dizendo que todos deveriam ficar bem próximos para sair lotado. Eu, que não sei nadar, suei quando o barco começou a navegar, pois voava sobre o mar. 

A chegada é impactante, pois nos deparamos com um tom de azul maravilhoso. Caminhamos para ver o que a ilha tinha a oferecer e concluímos que a praia praticamente não tem faixa de areia. A pequena extensão de areia estava coberta por cadeiras e o custo era de 20 euros por pessoa, em média. De repente, observei que tinha um espaço sobre uma pedra ainda na areia e coloquei minha toalha - me considerei sortuda. 

Percebi que as pessoas deixavam os pertences na cadeira/toalha e iam pro mar sem preocupação, mas não quis arriscar. Eu e meu amigo alternávamos a ida até a água. Ele queria colocar o celular e roupa num locker que cobrava cerca de 10 euros. Depois de horas no sol, decidi comprar um lanche (existem apenas 3 barracas que vendem lanches) e escolhi um hambúrguer com batatas fritas com um chá gelado por 7 euros - preço bem razoável para um lugar tão isolado. 
As lanchonetes
Ao olhar para a praia, do alto, me assustei com a quantidade de pessoas! Já passava de 13h e o local tinha lotação máxima! Ao retornar, meu amigo atravessou a "lagoa azul" nadando e voltou completamente vermelho, pois não levou protetor solar. 

O retorno é bem conturbado. Observamos que existem tíquetes de várias cores e cada um volta com o seu barco. Tinha vermelho, azul, laranja. Fora que ninguém respeita a fila, tanto que no barco que eu viria um casal furou a fila e entrou sem cerimônia. Fiquei bem estressada, pois não queria aguardar por mais 30 minutos. O piloto retorna por outra rota num ritmo mais lento para que as pessoas apreciem a paisagem.





Após voltar da "Blue Lagoon", fomos ao apartamento para tomar banho e depois pegamos o ônibus até Sliema e voltamos andando pela orla até St. Julian. O dia estava ensolarado e muitas pessoas passeavam naqueles bairros. É uma boa oportunidade para apreciar os barcos com olhos (luzzus) que navegam em Malta. 












Decidimos pesquisar um restaurante para comer em St. Julian e entramos no "The Avenue", que tem vários estabelecimentos - um ao lado do outro. Entramos na fila para conseguirmos uma mesa e esperamos por mais de trinta minutos. O lugar tem um bom custo-benefício. Pedimos bruschettas de entrada e uma pizza, que dividimos, além de um copo de vinho.




Após o lanche, caminhamos para ver a noite em Paceville, que tem muitos pubs. Já passava das 23h e seguimos para o ponto de ônibus. Falei para aguardamos o mesmo ônibus que nos trouxe, no entanto, meu amigo insistiu que o ônibus que estava chegando no ponto nos deixaria em Swieqi, bairro em que estávamos hospedados. Contrariada, entrei. Quando vimos, não passou no bairro que estávamos (se fôssemos andando levaria 10 minutos). Só descemos em Mellieha e bateu um desespero, pois não conseguíamos encontrar wi-fi para pesquisar sobre o transporte público. Na placa tinha a indicação de um ônibus noturno que passaria às 2h da manhã, mas meu amigo ficou desesperado. Admito minha revolta, pois sou metódica e queria ter pego o outro ônibus - que com certeza passava perto do apartamento. Perguntei num restaurante sobre o táxi e disse que encontraríamos no início da rua. Chegando lá, o dono do estabelecimento de locação de carros falou que dava 35 euros a corrida. Disse que não ia pagar, mas meu amigo disse que não se importava com o valor, pois não dormiria na rua. 
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