Peterhof, o palácio e os jardins de Pedro, o Grande


É necessário ter alguma flexibilidade para ajustar o roteiro de acordo com as mudanças climáticas. No itinerário original iria ao Hermitage no segundo dia em São Petersburgo, mas observei que no terceiro dia havia 80% de chance de chover. Tendo em vista que museus podem ser visitados com chuva, optei por conhecer Peterhof antes do museu.
A grande cascata com a fachada do Grande Palácio

Peterhof, localizado a 30 km de São Petersburgo, é famoso por abrigar um conjunto de palácios e jardins construídos pelo tsar Pedro, o grande (Peter, the great), além de ser designado Patrimônio Mundial da Humanidade, pela Unesco. É um dos complexos mais famosos da Rússia e do mundo, constituído pelo Grande Palácio, pavilhões de Tsaritsa e Olga, The Alexandria, Jardins Superiores e Inferiores, Parques, Fontes e Museus.

O mapa de Peterhof

Pedro, o Grande planejou Peterhof como seu Palácio de Verão, que criado por renomados arquitetos, decoradores e escultores da época, transformando o local em uma verdadeira obra de arte nas margens do Golfo da Finlândia. Começou as ser construído em 1705, mas a inauguração ocorreu apenas em 1723. Parte da construção foi completamente destruída durante a Segunda Guerra Mundial e o trabalho de restauro permanece até os dias atuais. O local também é conhecido por ser a “capital das fontes”, além de ser uma das 7 maravilhas da Rússia.

Para chegar na “Versailles Russa” tem duas opções: combinar metrô + van/ônibus ou pegar o hydrofoil (além de táxi ou uber). A primeira opção é infinitamente mais barata, não vai custar mais de 100 rublos. Pode seguir até a estação Avtovo e pegar van (224, 424, 424-A) ou ônibus (200 e 210), também é possível descer na estação Baltiskaya e pegar a van 404.

Uma boa dica é pesquisar sempre, pois encontrei informações em blogs que não teria barco no mês de maio, mas entrei nos sites oficiais e tinha disponibilidade. Naquele momento, apesar do preço, decidi que iria de hydrofoil, que é um barco suspenso, evitando a atração com a água, logo, com maior velocidade.

É preciso ficar atento sobre o local de saída dos barcos, pois cada empresa parte de um píer distinto. O barco que pegaríamos sairia do Central Pier "Pier with the lions" (Pier Admaralteyskaya emb., 2). A ida pode ser realizada de 10h às 18h, com partidas a cada 30 minutos, o retorno é realizado de 11h às 19h.

Pegamos o Google Maps e seguimos em direção ao píer. Em 10 minutos de caminhada já avistamos o barco e percebemos que sairia em instantes. Corremos para a bilheteria e pedimos o bilhete de ida e volta, que custou 1.400 rublos. A volta foi agendada para às 17:30h.

Aproveitei para ficar no assento da business class, pois não tinha indicação de classe no bilhete. E ninguém falou absolutamente nada. Os bancos eram de couro, com vista panorâmica e bem espaçoso. A viagem dura uns 40 minutos. No percurso, aproveitei para ir até a área descoberta, mas o vento era muito gelado e retornei para meu lugar. O barco navega pelo Rio Neva. 

Há várias modalidades de ingressos. Comprei o que dava direito a visitar o “Lower Garden”, famoso pelas esculturas douradas. Custou 750 rublos. O hydrofoil aporta justamente na entrada dos “Jardins Inferiores”.

Os jardins estavam cheios para um dia nublado. As esculturas douradas diante das fontes e da fachada do Grande Palácio causam comoção e são deveras pictóricas. O jardim é enorme, mas as outras áreas não causam o mesmo impacto. A maioria dos turistas eram russos e chineses.

Não entrei no Grande Palácio, pois seria necessário chegar bem cedo para desfrutar de todos os elementos que Peterhof tem a oferecer, mas naquele dia levantamos um pouco tarde e demoramos a sair do apartamento em razão de uma chuva fina que caía.

Não há muitas opções para se alimentar nos jardins. E lanchar foi o momento de maior estresse. Apontei o sanduíche que queria (o mais barato, só pão com salsicha, por 190 rublos). Meu amigo disse que ia pedir o mesmo, me afastei e deixei a “comunicação” com ele. O vendedor perguntou algumas coisas (em russo) e ele respondeu sim. De repente apareceu um cachorro-quente com tudo dentro e custou 400 rublos!!! Fiz um escândalo, pois tinha apontado o sanduíche e dito “hot dog”. O vendedor “Não posso fazer nada, você apontou pro ‘french dog’, mas disse ‘hot dog’ e seu amigo confirmou que queria tudo dentro”. A má-fé ficou bem visível nesse episódio e me deixou muito furiosa. Com 400 rublos dava pra entrar em qualquer restaurante, comer e beber muito bem.


As fontes do Lower Garden:


A fonte de Sansão

A rua das fontes


A fonte romana


A fonte do sol



A cascata do Leão





The Chessboard Hill Cascade



A fonte da baleia


A fonte de Adão e Eva

Outras imagens do Lower Garden & Park

The Monplaisir palace

A igreja




Faltando uns 20 minutos para a hora do embarque, retornamos ao píer de onde sairia o hydrofoil. Vários barcos chegaram e partiram (provavelmente há muitas empresas que fazem a mesma rota). Com 30 minutos de atraso o barco ancorou, que causou confusão, pois as pessoas com o tíquete de 18h já estavam aguardando, mas foram informadas que se tratava do barco das 17:30. Descemos atrás do Museu Hermitage. 

A visita a Peterhof é imperdível para quem está em São Petersburgo, mas se o objetivo é conhecer o palácio, todos os jardins e museus, talvez seja necessário chegar no primeiro horário e ficar até o último, mesmo assim vai ser um dia intenso.



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