Segóvia

Elaboro meus roteiros com as informações básicas e atividades que podem ser realizadas na cidade visitada. E tenho sempre um “plano B”. O objetivo era ficar o primeiro dia inteiro passeando em Madri e no outro dia realizar um bate-volta a Córdoba. Fiz um adendo, se o hotel não liberasse o early check-in, o bate-volta aconteceria no dia da chegada.



Ao chegar às 7h no hotel em Madri, vindo do Brasil, não tinha quarto da mesma categoria disponível, mas concordaram em guardar as malas. Peguei uma camisa, minha nécessaire e fui ao banheiro para me arrumar para passar o dia em outra cidade.

Tínhamo
s acessado o site dos trens espanhóis, Renfe (Red Nacional de los Ferrocarriles Españoles), e visto que o próximo comboio para Córdoba sairia às 9h. A recepcionista do hotel avisou que era feriado na cidade, que provavelmente muitos pontos turísticos estariam fechados. Ao chegar na Estação Atocha, optamos por comprar o bilhete no guichê, mas não tinha passagem de volta! Poderia ter comprado a passagem antecipadamente "online", mas como não sabia se iria no dia 22 ou 23, preferi comprar no local.

Madri
 é uma das poucas cidades que permitem fazer vários passeios incríveis de um dia para outras cidades em razão dos trens rápidos. É atraente ter a oportunidade de conhecer locais considerados Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco, seja Toledo, Aranjuez, Ávila, Córdoba, Cuenca...

Depois d
a tristeza ao saber que não poderia visitar Córdoba, coloquei em prática o “Plano B”, que seria Segóvia. Nas minhas anotações percebi que o trem partiria da Estação Chamartín. Corremos para a máquina e compramos o bilhete de metrô de Atocha a Chamartín (3,40 euros ida e volta). Chegando em Chamartín, levamos alguns minutos para nos localizarmos e perceber que tinha que sair do prédio e subir de escada rolante até o local de partida dos trens rápidos.

Seguimos
 novamente para comprar o bilhete no guichê, mas deu um problema no computador e a emissão dos bilhetes ocorreu em menos de 10 minutos do horário da partida do trem. A ida custou 20 euros e volta 10. Sairia 09:30 e chegaria no destino às 09:57, ou seja, 27 minutos para percorrer 90,40 km!!! A localização da plataforma de partida não é evidente. E o trem partiu dois minutos antes do previsto.





A Estação de Segóvia fica a 5 km de distância da cidade, portanto, foi necessário pegar o ônibus número 11. Bastou sair e já estava estacionado na porta da estação. Perguntei ao motorista o valor da passagem e disse 2 euros.





Em poucos minutos estávamos no centro de Segóvia. A cidade estava lotada em razão de uma maratona que ocorreria em poucos minutos.

O grande monumento de Segóvia é o Aqueduto romano, sendo a obra romana mais importante na Espanha. A data de construção é desconhecida, mas acreditam que tenha sido construído no Século I ou II, ou seja, tem mais de 2.000 anos!!! São 818 metros de comprimento e mais de 170 arcos. A estrutura está totalmente preservada, pedra sobre pedra, sem cimento ou argamassa.

Subimos a escadaria para chegar ao topo do aqueduto e depois continuamos caminhando para conhecer a cidade, que parece pacata, apesar dos inúmeros chineses, mas é bem menos turística que Toledo, por exemplo.

Chegamos no Mirador del Postigo e tiramos algumas fotos. Seguimos até a Plaza Mayor, Iglesia de San Miguel e entramos na Catedral de Segóvia, conhecida como “A dama das catedrais”, construída entre 1525-1577, depois da anterior ter sido totalmente destruída numa guerra em 1521. A fachada e torre totalizam 90 metros de altura. 




A Catedral de Segóvia ao fundo na Plaza Mayor




A arquitetura da cidade encanta e fiquei extasiada com as portas (tenho gostos estranhos). As vielas e casinhas são extremamente pictóricas.






Entramos em algumas lojas e os suvenires mais vendidos são os porcos (está relacionado ao porquinho de leite que é símbolo da culinária local) e instrumentos medievais.





Continuamos o percurso até o Alcazár de Segóvia, que parece um castelo de filme de tão lindo. Foi documentado pela primeira vez em 1.122, na transição entre o românico e o gótico, mas pode ter sido edificado em período anterior. Era residência dos reis. O ingresso custava 10 euros, mas meu amigo não quis entrar e não fiz questão por um único motivo, além do cansaço que estávamos sentido (saímos do Rio às 7h no dia 21 e já era 14h do dia 22, e não dormimos), tínhamos fome.




O outro símbolo da cidade é gastronômico: el cochinillo, uma espécie de “leitão à pururuca” que tem destaque em quase todos os restaurantes. Preferimos procurar um lugar com menu completo e barato. Optamos pelo Restaurante Lázaro. Dois pratos, vinho, café e sobremesa por 12 euros. Pedi a famosa Paella com frutos do mar - estava deliciosa, além de croquetes de jamón, que vieram acompanhados com batatas fritas. Trouxeram uma garrafa grande de vinho, para dividirmos, eu e meu amigo, e a sobremesa foi flan. Aproveitamos para descansar e usar o banheiro.



Caminhamos em direção ao aqueduto, para encontrarmos o ponto de ônibus. Por volta das 15h, retornamos à estação de trem, pois embora seja perto, não queríamos arriscar e perder o trem que sairia às 16h. Minha cabeça caía sobre os ombros de tanto sono.


Para quem tem tempo sobrando em Madri, considero Segóvia um bom destino para passar o dia, pois é possível retornar para curtir a noite com as tapas madrileñas, além de apreciar a história e cultura da Espanha.





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