Visitando o Mercado Chatuchack e meu último dia em Bangkok


A AirAsia definitivamente não é uma companhia aérea pontual. No meu retorno de Luang Prabang, no Laos, houve um atraso de mais de 1 hora. O voo chegaria em Bangkok às 18:05, mas aterrissei após 19h, no Aeroporto Don Muang. Portadores de passaportes emitidos em países da América do Sul e África possuem um item a mais no trâmite dos aeroportos da Tailândia, pois passamos no guichê da agência de saúde para comprovar que tomamos a vacina de febre amarela. Para minha surpresa, o agente estava dormindo. Uma asiática, percebendo meu insucesso ao tentar acordá-lo, bateu com força na janela de vidro.

Na fila da imigração, vi um rapaz com feições tipicamente brasileiras e perguntei "Você é brasileiro?". Questionou como sabia sua nacionalidade. Contou-me que tinha passado em um concurso público e aproveitou para viajar antes da convocação.

Peguei minha mala e comecei a pensar como sairia do aeroporto. Pelo horário, cogitei pegar táxi, no entanto, sabia que me cobrariam mais de 700 baht, então, recordei da conversa que tive com a tailandesa que conheci no Laos. Disse-me que o ônibus era a opção mais econômica.

Saí no portão 6 do desembarque e peguei o serviço "BMTA BUS", mais precisamente a linha de ônibus A1, que passa a cada 5 minutos. Custa 30 baht! Pedi à cobradora para me avisar quando estivéssemos chegando na estação "Mo Chit" - última estação do BTS. Todas as pessoas que estavam no ônibus aparentemente eram asiáticas. O ônibus fez uma parada antes de Mo Chit, mas a cobradora disse que não era pra descer. Fiquei no ponto seguinte. Segui o fluxo até a estação, que tinha escada rolante. 


Respirei fundo, procurei minhas moedas de baht, calculei o valor (na máquina de ticket existe um mapa com todas as estações e o valor da passagem ao lado). Há um guichê, mas não vendem a passagem, apenas trocam notas por moedas. Desceria em Asok e o cartão custou 42 baht. Meu hotel ficava a 200 metros da estação (gastei 7 reais do aeroporto ao hotel!). Se a pessoa quiser descer perto de uma estação de metrô, sugiro Asok em razão da passarela para a estação Sukhumvit (metrô). 

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Na passarela da estação Asok, parei e consegui visualizar o hotel que me hospedaria, o Red Planet Asoke. A parte mais desesperadora é descer com a mala. Caminhei em direção à rua, que estava bem escura, no entanto, constatei que o hotel estava localizado numa rua sem saída com iluminação deficiente, mas movimentada. Tinha um bar chique no início, uma barraquinha de comida de rua, um restaurante de comida chinesa e alguns condomínios.



Cheguei no hotel por volta das 20:30 e faria o check-out no dia seguinte no mesmo horário, contudo, apesar das 24 horas no hotel, tive que pagar 2 diárias. Uma injustiça com o turista...

Como escolhi o hotel? Já tinha me hospedado naquela região há 3 anos, no Windsor (três ruas adiante) e adorei o Shopping Terminal 21, e ainda, a junção do metrô com o Sky Train facilita muito a vida do viajante. O Red Planet é uma rede de hotéis parecida com o "Ibis", que está presente no Japão, Tailândia e Filipinas. Uma curiosidade: o cliente pode falar com a recepção por um aplicativo no celular. O lado ruim: não tem café da manhã.

Do hotel já é possível avistar o Shopping Terminal 21
Fiz o check-in, perguntei sobre o horário de funcionamento do shopping naquele dia (era sábado) e no domingo. O quarto tinha uma cama muito confortável, internet ótima, televisão, ar-condicionado, ventilador. Tomei banho e segui para o shopping, mas já passava das 21h. Perdi quase todo o meu tempo no Gourmet Market. É um mercado gourmet que vende vários produtos importados, da Ásia, Europa e EUA. Comprei balas, yakult, suco natural, pimenta. Com o tempo que sobrou, só consegui comprar um sanduíche no Subway, que odeio!

Os diversos sabores do KitKat japonês, mas cada pacote/tablete custava mais de R$50!




No dia seguinte, acordei cedo, comi um biscoito que comprei no dia anterior e segui para a estação, porque queria visitar o Chatuchack Weekend Market, que funciona das 6h às 18h, apenas nos fins de semana. É possível chegar no mercado de Sky Train e metrô. A melhor opção é descer na penúltima estação da linha azul de metrô, a Kamphaengpecth Station (MRT), que deixa dentro do mercado. Vi muitas pessoas descendo da antepenúltima estação, talvez pela associação do nome, a Chatuchack Park, mas se descer nessa tem que andar uns 5 minuto, o mesmo se optar pelo Sky Train e descer na estação Mo Chit.

O metrô usa ficha, que deve ser guardada pra sair da estação. Ao contrário do BTS, tem bilheteria. O preço pode ser consultado no site. Até Kamphaeng Phet deu 32 baht. 



O Chatuchack Weekend Market é o maior mercado do mundo! Cheguei no centro de comércio às 9h e saí 15h! O lugar é imenso. É necessário ter uma dose de loucura para caminhar por todos os stands. O mercado é procurado por moradores locais, embora venda suvenir. Os preços são inacreditáveis, tanto que perdi o parâmetro para comprar meus badulaques. Entrei numa loja que só vendia roupas com estampas de pinturas famosas de gênios da História da Arte e, ao saber que custavam 20 reais (em média), saí sem nada, visto que estava "muito caro"! 
















Pesquisei sobre o mercado e alertavam pra comprar o produto que gostasse num primeiro momento, uma vez que é improvável voltar na mesma barraca. Dito e feito. Pensei "Vou gastar a primeira hora analisando os produtos, fazendo uma pesquisa para saber a média dos valores". Uma hora depois não sabia onde estava! Em geral, os produtos têm etiqueta com o preço e poucos vendedores aceitam negociar. Claro que é possível barganhar se você for comprar muitas unidades na mesma loja. Consegui comprar alguns produtos após negociação.








O mercado é dividido em 27 seções: roupa, decoração, antiguidades, cerâmica, artesanato, comida, livros, sapatos, thai massage. O espaço é coberto e as lojas são individualizadas. Num dia quente, o ambiente vira uma sauna.



Por volta das 13h, percebi que estava faminta e tonta, pois não tinha tomado sequer café da manhã. No exterior do mercado, existe uma feirinha com diversas opções de comidas. Primeiro comprei uma melancia no palito. Depois sentei numa barraquinha e pedi o Pad Thai com camarões. Admito que não tive coragem de experimentar lula, ovos de lula, etc. As comidas tailandesas são muito apetitosas.


Esse Pad Thai veio praticamente sem macarrão!



Voltei arrependida por ter comprado pouco. Não estava aguentando carregar as bolsas. Vi turistas chegando no mercado com mala de viagem! Quando choveu, o mercado ficou desagradável, em razão do mar de pessoas no local. Percebi que a chuva tinha estiado e saí daquela muvuca. Tomei uma água de coco e comprei um pão com alho gourmet num trailer, que parecia sensação para os adolescentes. Senti que estava perdida por diversos momentos e levei quase 30 minutos para achar o metrô!





 




Meus planos naquele dia incluíam uma visita no Wat Traimit, templo que tem um Buda de ouro, bem como no Asiatique The Riverfront, um shopping nas margens do rio, que faz sucesso entre os locais, mas percebi que o tempo era insuficiente, além de estar morta de cansaço.

Segui para o hotel, deixei minhas bolsas e fui ao Terminal 21. Comi pizza em cone! Estava com saudade do sabor do queijo - produto raro na culinária oriental. Passei mais uma vez no Gourmet Market.




O Shopping com sua decoração temática


O Shopping com sua decoração temática
No hotel, tomei banho e descansei por 2 horas até fazer o checkout e segui rumo ao aeroporto Suvarnabhumi. Meu voo estava marcado para 2 da manhã da segunda-feira. Optei por deixar o hotel por volta das 21:30, para evitar imprevistos. O Airport Rail Link  (trem para o aeroporto) funciona até meia-noite. 




A pior parte foi subir a escadaria da estação com intermináveis degraus. Tem elevador - tentei utilizá-lo sem sucesso. Um senhor, que parecia um pouco alcoolizado, quis me ajudar, mas disse que dava conta sozinha. Existe uma passarela que conecta o Shopping Terminal 21 à estação Asok do Sky Train e estação Sukhumvit do metrô. Caminhei para o metrô e comprei o tíquete para a próxima estação, Phetchburi, por 16 baht. Desci em Phetchburi e segui as placas para chegar na estação Makkasan do Airport Rail Link. Tem dois guichês, um para a linha azul (parador) e outro para a linha vermelha (expressa). Peguei a linha azul, por 40 baht. Em menos de 1 hora estava no aeroporto por apenas 56 baht (5 reais)! 


Existem três linhas dAirport Rail Link: azul, vermelha e amarela. A amarela e a vermelha são expressas, ou seja, só param no aeroporto e na estação final e custam 90 baht. A linha azul tem um trem parador (é utilizada pelos moradores, além dos turistas) e custa 40 baht. Funciona entre 6 e meia-noite. Em tese, ainda teria um trem da linha vermelha, entretanto, observei que todos os turistas se encaminhavam para a fila da linha azul e fiz o mesmo. O trem para dentro do aeroporto. Basta dar alguns passos para alcançar o enorme elevador.

Aproveitei que tinha muito tempo e fui gastar meus últimos bahts. Comprei um relógio na swatch, algumas frutas (caríssimas se compararmos com o preço das feiras), um pacote de chocolate para minha sobrinha, balas. Ainda lanchei por módicos 150 baht: cappuccino e pretzel "roasted garlic and parmesan", na Auntie Anne's.



Totalizando duas viagens, já passei 9 dias em Bangkok, mesmo assim, não canso de me surpreender! É uma cidade que funciona 24 horas por dia e consegue unir o tradicional com o contemporâneo. A cultura e culinária são incríveis. É, sem dúvida, um dos meus lugares preferidos no mundo.
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