1 dia no hotel do Aeroporto Don Muang em Bangkok

Há um brocardo que diz "O que não tem remédio, remediado está". Não existem voos de Mandalay para Luang Prabang, em razão de questões diplomáticas entre Myanmar e Laos, logo, tive que retornar a Bangkok para migrar para o outro país. O voo, vindo de Mandalay, chegaria no Aeroporto Don Muang às 15h, enquanto o voo diário da Airasia de Bangkok para Luang Prabang sairia às 14:10. Resultado: teria que passar um dia em Bangkok.





Foi um dos últimos hotéis reservados, pois fiquei na dúvida sobre o que fazer, se passava um dia passeando na cidade ou enclausurada num hotel do aeroporto. Acabei fazendo a opção mais confortável e me hospedei no hotel AmariDon Muang Airport Bangkok. Durante a pesquisa, vi que tem outro hotel dentro do aeroporto, que a pessoa paga por horas utilizadas.

A região do aeroporto, Don Muang, não tem muitas atrações por perto, ou melhor, não tem nada pra fazer. O valor da hospedagem é um pouco acima da média cobrada no resto da cidade, mas muito aquém de um hotel 4 estrelas no Brasil. Obtive uma diária grátis no programa de fidelidade do site hoteis.com e decidi utilizá-la para descansar. Infelizmente não tinha a opção com café da manhã, como você tem que usar todo o valor do crédito na diária, optei pelo quarto mais caro, com vista da piscina.

O lado bom de ficar hospedada no aeroporto é a comodidade. Tem um elevador no embarque e no desembarque que deixa numa passarela no segundo andar que sai dentro do hotel. É a mesma passarela utilizada para ir para a estação de trem Don Muang. O hotel oferece transfer nos sábados e domingos para as estações Morchit Station (BTS) e Chatuchak (MRT). Durante a semana tem um transfer pro shopping mais próximo, às 17h. Infelizmente só vi a informação após o horário.

Fui caminhando com o piloto da Airasia em direção ao hotel. Perguntei o que tinha para fazer por perto. Disse-me que saía apenas para comer frutos do mar num restaurante nas redondezas.

Encontrei com uma brasileira, no aeroporto de Mandalay, que fazia uma viagem de volta ao mundo e já estava há 6 meses na estrada. Também voaria no dia seguinte naquele aeroporto. Até cogitei deixá-la se hospedar comigo, pois o quarto era duplo, como a maioria (viajar sozinha é pagar o dobro). Havia reservado (sem efetuar o pagamento) um hostel por 5 dólares. No fim, desisti de ser legal para ficar à vontade.

Caminhei pela passarela, desci a escada rolante e fiz o check-in. Seguindo o costume da Tailândia, precisei fazer depósito. Fiz câmbio, pois li no site que o valor cobrado era 1.000 baht (100 reais), mas o recepcionista pediu o cartão de crédito. Optei por não solicitar o café da manhã, que custava 400 baht (valor acima da média da maioria dos hotéis). Recebi o cartão para abrir a porta, a senha do Wi-fi e a indicação de como chegar ao meu quarto, localizado no 2º andar.
Basta encontrar a placa no aeroporto

Entrei no enorme quarto, corri e me joguei na cama. Posso dizer que foi a melhor cama que já dormi em toda a minha vida. O hotel não é novo, não tem banheira, mas era bastante confortável. Tinha a chaleira elétrica para fazer café, mas sem sachê. A água grátis ficava no banheiro, numa garrafa de vidro. As garrafas do frigobar eram pagas.






Li que existia uma "7 eleven" (loja que vende um pouco de tudo) no aeroporto, que é um sonho, pois as comidas no aeroporto são bastante caras. Um café da manhã no McDonald’s´s me custou quase trinta reais no dia que fui para Myanmar. Andei pelo hall do aeroporto e não encontrei a loja, de repente, vi uma placa, informando que ficava no portão 8, no terceiro andar. Saí, pois está localizada do lado de fora, e lá estava "The magic box". Comprei sachês de café, sanduíche, iogurte, yakult, refrigerante (que não costumo beber) e balas.





Depois do lanche, folheando o catálogo de serviços, descobri um transfer gratuito às 17h para o shopping, todavia, tinha passado alguns minutos. A piscina ficava aberta até tarde, mas fui consumida pela preguiça. Coloquei meu roupão e aproveitei minha noite de rainha.




No dia seguinte, acordei cedo, tomei meu café da manhã e fui para a piscina. Meu voo teve o horário alterado e só sairia às 15h. Queria ir ao Moca, museu de arte contemporânea, que aparentemente ficava a 2 estações de trem. Perguntei na recepção do hotel e ninguém soube informar.











O Moca já era uma decepção da viagem anterior a Bangkok, pois peguei o skytrain, desci na estação final, já passava das 17h, e me disseram que precisaria pegar um táxi, como o museu fechava às 18h, acabei desistindo.


Seguindo meu instinto, fui para a estação de trem. Olhei a placa com a informação sobre os destinos. Descobri que ali passava o trem vindo do subúrbio mesmo, mas também os trens de viagens confortáveis, que usam para ir a Chiang Mai, por exemplo.

Estação Don Muang vista da passarela que conecta o hotel ao aeroporto



 
O hotel Amari visto da estação de trem Don Muang




Fui até a bilheteria e mostrei que queria ir a Bang Khen. Quando respondeu "2 baht" (20 centavos de Real), não acreditei. Observei que era o trem  que os trabalhadores do subúrbio de Bangkok pegam. Não é skytrain ou o metrô do centro. Descobri que em Lak si, a estação seguinte do aeroporto, tem um shopping e um grande templo.





Cheguei na estação Bang Khen e não achava a saída. Depois olhei que ao lado dos trilhos estava escrito "out". Chegando na saída, o trânsito não para. A faixa de pedestre não tem qualquer função. O policial parou tudo e veio me buscar. Na ida e na volta! Não tinha caminho pra pedestre até o museu, embora fique a 400m da estação. O policial disse pra eu ir no canto da estrada. Cheguei cheia de lama porque aquela área está em obra. Foi uma aventura. Carros buzinavam, os trabalhadores da obra olhavam. Um sufoco.




Literalmente coberta de lama, caminhei até a entrada do museu, que acabara de abrir, às 10h. A entrada é cara para os padrões do país: 250 baht (25 reais). Ressalto a educação e gentileza de todos do museu, que estava praticamente vazio. O segurança tirou minha foto na entrada. 

Causa estranheza o museu ser considerado "de arte contemporânea", pois o acervo tem muita pintura tradicional e esculturas de bronze. Todos os trabalhos são recentes, logo, contemporâneos, mas estão distantes da "arte contemporânea" como período da História da Arte. Apesar da crítica, o ambiente é lindo e merece ser visitado. 
 


São 5 andares. No segundo andar tem arte contemporânea Thai, com diferentes temas, de Budismo a questões sociais. No terceiro andar estão as obras que lidam com a imaginação e questões fantásticas. O quarto andar dispõe muitos trabalhos do artista e filósofo Thai Thawan Duchanee. No quinto andar encontramos arte internacional, do Vietnã, China, Malásia, Japão, etc. No térreo encontramos 4 salas de exibição, além do café e da lojinha.








Admito que precisaria de umas 3 horas para percorrer todas as salas com tranquilidade, mas não tinha esse tempo, pois meu check-out deveria acontecer até 12h. No fim da visita, peguei uma água no café (gratuita) e comprei um lindo postal de madeira, um marcador de livros e lápis na lojinha (não resisto, pois amo lojas de museus!).
O café do museu

A volta do museu foi mais tranquila, mas esperei por 1h hora o trem passar! O problema dessa linha é a frequência. Não tinha um turista. Levei 7 minutos para chegar na estação Don Muang. Atrasei 25 minutos para fazer o check-out. Fui pro aeroporto com lama até os joelhos! 




 
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