Lisboa - um dia em Belém

Desde a chegada a Lisboa, pela primeira vez tivemos que recorrer ao transporte público, isto porque o bairro de Belém ficam um pouco distante, cerca de 6km do centro.

 

Achei que seria viável pegar o metrô, mas, ao olhar o mapa, concluí que seria impossível. Para tomar ônibus ou bonde (elétrico 15 http://carris.transporteslisboa.pt/pt/electrico/15E/ascendente/), pedi ajuda a um policial turístico, que me indicou um ônibus na Praça da Figueira (nº 714 http://carris.transporteslisboa.pt/pt/autocarro/714/ascendente/). O ponto estava cheio e preferimos perguntar antes de subir. Uma senhora bastante idosa se negou a dar informação e rimos muito. Conseguimos pagar ao próprio condutor na ida.



E quando finalmente apareceu o ônibus, Victor sentiu algo na mochila e, ao se virar, estava aberta. Um senhor estava atuando como batedor de carteira. Falamos bem alto e seguimos para o interior do ônibus, que estava lotado.

Descemos em Belém, próximo ao Mosteiro dos Jerónimos, mas preferimos caminhar até a Torre de Belém para iniciar o "tour". É um monumento nas margens do Tejo classificado como Patrimônio Histórico e Cultural pela Unesco e uma das maravilhas de Portugal. Compramos o ingresso combinado, que incluía a torre e o mosteiro, custando 12 euros.


A torre foi construída entre 1514 e 1520 com a função de defesa do Tejo, seguindo um modelo de arquitetura militar. Está dividida em: exterior, baluarte, terraço do baluarte, fachada sul, sala do governador, sala dos reis, sala das audiências, capela e terraço da torre.

O ambiente é escuro no interior do baluarte (área da artilharia), com 17 canhões apontados nas janelas. Estava repleto de turistas, com uma visível maioria de brasileiros. Existem alguns pavimentos e, em razão das escadas estreitas, há um relógio marcando o tempo para aqueles que vão subir e descer, já que seria impossível a locomoção de pessoas em ambos os sentidos simultaneamente.

 




Retornamos pela orla do Tejo até o Padrão dos descobrimentos. O monumento é constituído por uma grande rosa-dos-ventos instalada no piso, destacando os lugares “descobertos” pelos portugueses em suas navegações e uma construção em forma de caravela repleta de ilustres navegadores, pintores, poetas e descobridores, figuras essenciais nas conquistas portuguesas, como Pedro Álvares Cabral, Luís de Camões, Vasco da Gama, etc.








Caminhamos pelos jardins da Praça do Império, com flores formando brasões, além da presença de um enorme chafariz.





O Mosteiro dos Jerónimos é uma construção iniciada 1501, mas que só foi concluída um século depois. O sítio é classificado como Patrimônio Histórico Mundial pela Unesco. É um prédio suntuoso - sua fachada tem mais de 300 metros -, além de ser um dos principais pontos turísticos da cidade. O acesso à igreja no interior do mosteiro, a Santa Maria de Belém, é gratuito. Comprei o ingresso do mosteiro na modalidade "combinado", com acesso à torre e ao mosteiro por 12 euros.

Mosteiro dos Jerónimos






Santa Maria de Belém

Para finalizar o dia no bairro de Belém, a melhor parte: corremos para a fábrica do Pastéis de Belém! Pedi pastéis de belém, pastéis de bacalhau (nosso “bolinho”) e um maravilhoso cappuccino. O valor é baixo (1,05 euro cada pastel) e o sabor é maravilhoso!




No retorno, o ponto de ônibus estava muito cheio, em razão do horário. E tivemos que aprender a comprar o bilhete no interior do veículo. Foi quase impossível chegar até a máquina, e ainda, rejeitava algumas moedas! No final, deu tudo certo, mas acredito que o bilhete precisava de validação, já que não há qualquer indicação de data, bem como está escrito que é válido por um ano.




Naquele dia, tínhamos agendado uma ida ao Bairro Alto. Tomamos banho e colocamos o relógio para despertar, mas acordamos depois de 1h da manhã - raramente consigo aliar um dia de turismo intenso com um passeio noturno.
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