Para sempre Bali (3ª parte)

Ao contrário de muitos viajantes, cheguei em Bali sem muita expectativa e me surpreendi. Sabe aquele lugar que você gostaria de viver? No meu último dia inteiro em Bali, escolhi o tour intitulado “Singaraja – Lovina Tour”, que custou 240.000 rúpias.

Por volta das 7:40 da manhã, o motorista me buscou no hotel e me levou para o escritório para aguardar os demais participantes. Levei um susto quando minha câmera caiu no chão enquanto ainda estava no carro (embora queira trocá-la, não era o momento propício). Com o coração acelerado, percebi que a Nikon só tinha amassado levemente, mas a lente estava perfeita. Paguei o passeio e percebi que não tinha rúpias para gastar no decorrer do dia. O motorista me levou em uma casa de câmbio próxima.



Royal Family Temple


Minhas companheiras de tour eram divertidas: duas russas, mãe e filha (residentes em NYC), uma francesa (residente na Austrália) e uma suíça (residente no Chile). A russa estava viajando há mais de um ano e a mãe decidiu encontrá-la em Ubud para passar alguns dias. A francesa estava viajando há 3 meses e era a terceira vez em Bali! A suíça aproveitou a ida para Europa para visitar o pai adoentado e esticou até a Indonésia.

A primeira parada foi em Mengwi, no Royal Family Temple, templo construído em 1634 por um rei da dinastia Mengwi. Seu nome “Taman Ayun” significa “jardim bonito”. Consiste em uma série de terraços em diferentes níveis, cercados por um fosso. Objetiva proteger Bali dos maus espíritos.






Novamente houve uma parada com propósitos comerciais - como no tour do dia anterior, no entanto, não em Temen, mas em Perean, para provar e conhecer o famoso café balinês. As meninas estavam eufóricas no meio da floresta, pois não conheciam as árvores de cacau ou café! É claro que para uma brasileira não era uma novidade.




Finalmente, depois de algumas horas, chegamos em Bedugul, o templo do lago, símbolo de Bali, que figura em uma das cédulas da Indonésia. Bedugul é uma pequena cidade está localizada entre montanhas e lagos, com ar frio e nevoeiro, o templo fica nas margens do Berakan Lake, um lago raso que está a 1.231 metros acima do nível do mar. Os locais estavam preparando uma cerimônia, com muito canto e oferendas. Na entrada observei símbolos de religiões díspares, pois havia uma grande mesquita, uma escultura grande de Buda e o templo do lago, tudo num raio de 100 metros. O ingresso custou 30.000 rúpias.




  





Para refrescar, pois Bali é uma ilha com o clima quente e úmido, paramos em “Gitgit Waterfall”, uma cachoeira localizada ao norte, com altura de 35 metros e cercada por árvores tropicais. Depois de uma curta caminhada, é preciso pagar 20.000 rúpias para seguir adiante. Do grupo, apenas a suíça caiu na água - de calcinha e sutiã!



O que parecia ser um paraíso se tornou uma grande frustração, pois as imagens de Lovina Beach, localizada ao norte da ilha, encontradas na internet, não condizem com a realidade. A praia era muito feia, sem qualquer atrativo. Aconteceu uma confusão, pois a russa era autoritária e numa tirada hilária disse que queria a praia cheia de golfinhos que tinha visto no “google” e não almoçaria ali. De comum acordo, decidimos procurar outros lugares, no fim, acabamos dentro de um supermercado.


Sabiamente fui com o biquíni sob a roupa, pois esperava tomar banho no mar, mas serviu para entrar na piscina de águas quentes, “Hot Spring”, em Banjar. Apenas eu e a suíça entramos. Deixei a câmera e minha bolsa com a francesa. Observei que as mulheres locais tomavam banho de roupa. São três piscinas públicas e uma particular. As águas termais são sagradas, compostas por águas sulfurosas de origem vulcânica com temperatura de 37 graus. Levei uma camisa para trocar e coloquei a canga na cabeça para secar os cabelos, que me deu um visual renovado, levando a polida francesa a brincar comigo, dizendo que estava bem alternativa, no melhor estilo dos turistas de Bali (risos).






A última parada do dia foi em Munduk, para admirarmos a paisagem.



Depois de retornar ao hotel, queria muito ir ao centro de Ubud para apreciar um show de dança balinesa, mas estava tão exausta que tomei banho, lanchei e apaguei.

No dia seguinte, acordei cedo, tomei café e segui para o Ubud Market para gastar as últimas rúpias, comprando cangas. Voltei e almocei no hotel com o meu amigo Danilo. O transfer já estava agendado, e, durante o dia, finalmente pude apreciar o belo paisagismo do aeroporto de Denpasar. Simplesmente lindo! Além de ser um dos mais modernos que já visitei. Para sair da Indonésia é preciso pagar uma taxa de 20 dólares antes de seguir para o controle de imigração.


Uma boa lembrança de Bali: a música do Gus Teja que tocava no hotel: 
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