Bali, ilha dos templos e arrozais (2ª parte)

O hotel inicia o café da manhã às 8:00 no restaurante, mas deu a opção de servir o café da manhã às 7h, no quarto. Uma delicadeza inesquecível. Agendei, na agência de turismo, o passeio intitulado “Kintamani – Besakih Tour”, por 180.000 rúpias. O motorista iria me buscar às 8:00.

Com um pouco de atraso, apareceu o motorista, que foi recolhendo os demais componentes do grupo. Posteriormente, o dono da agência assumiu o volante. Minhas companheiras de tour eram duas irmãs alemãs super amargas e uma jovem de Taiwan, que fazia sua primeira viagem solo.

A primeira parada foi em “Goa Gajah”, também conhecido como “Elephant Cave Temple” ou templo dos elefantes. O santuário foi construído no século 9. A figura esculpida na entrada da caverna foi pensada como elefante. O local é mencionado num poema javanês escrito em 1365!






A taiuanesa perguntou no templo sobre os elefantes e a resposta foi “estão na Tailândia”. A entrada custou 15.000. Embora seja um templo considerado Patrimônio Mundial da Unesco, não achei imperdível.

Para entrar na maioria dos templos é necessário vestir o sarongue, um tipo de canga que é usado como saia. Na entrada do templo tinha vários vendedores, como a taiunesa não tinha, barganhei pra ela uma canga por 4 dólares, mas, depois, percebi que poderia ser comprado por muito menos.

Seguimos em direção a “Tampaksiring”, pequena cidade onde fica localizado o “The Holy Spring Temple”, um templo de águas sagradas. A entrada custa 15.000. Fica localizado num vale entre duas montanhas - na estrada que é caminho para Kintamani. É um lugar para purificar os maus fluidos da vida. Acredita-se que a água proveniente das nascentes é capaz de curar doenças e afastar influências negativas.





Existe uma inscrição e um teste do carbono-14 que confirmam que o templo foi construído no local da nascente natural em 926 dC durante o reinado do Warmadewa. O templo de Tirta Empul tem um estilo tradicional e inclui santuários de Shiva, Vishnu, Brahma, assim como uma para Indra e Monte Batur (vulcão).




Coloquei o sarongue sobre a calça que usava e estava de biquíni. Após visitar as construções do templo, segui para a enorme piscina sagrada. Pedi a companheira de tour para ficar com minha bolsa, dinheiro, e tirei a calça sob o sarongue. Dei a câmera e pedi para ser fotografada. Depois tive que seguir para um banheiro, que era pago, embora estivesse muito sujo, consegui me secar e recolocar a calça.



Enfim, seguimos para a parada comercial do tour, mas não deixou de ser interessante, Temen Village. Lá podemos ver a plantação de café, bem como sua produção. Tudo orgânico. O guia serviu os cafés e chás para experimentarmos, exceto o famoso café da Indonésia, Kopi Luwak. Um animal muito parecido com um gambá (criam em viveiros) come as sementes de café e defeca. Das fezes do animal é produzido o café mais caro do mundo! Para experimentar era necessário desembolsar 60.000. Depois os turistas são levados para uma loja.




Paramos em Penelokan para ver o Mount Batur (principal vulcão em Bali) e o lago que o cerca. Depois seguimos para o maior templo em Bali: Besakih.


Logo no início fomos avisados pelo motorista que, ao contrário dos demais pontos turísticos em Bali, por algum motivo desconhecido, as pessoas em Besakih eram muito rudes e que tentariam a todo custo cobrar outro valor além do ingresso. O ingresso custou 15.000. Caminhamos e lá estava o templo, com inúmeros homens oferecendo o serviço como guia. Falam que sem guia é impossível subir e visitar o templo. As alemãs quase choraram e voltaram para o carro.



Vi uma parte do templo e fui abordada de forma áspera, me causando profunda irritação. Depois, ao tentar subir as escadas do templo, um rapaz muito mais simpático disse que poderia dar o valor que achasse justo, então, para não perder a viagem, disse que daria 1 dólar e a menina de Taiwan (não consegui entender o nome dela) daria mais 1 dólar. Ele aceitou.






Não existe uma data precisa da construção de Besakih, mas é provável que tenha mais de 2.000 anos. Foi usado como local de adoração hindu desde 1284 quando os conquistadores javaneses chegaram na ilha.

O guia comentou sobre as cores utilizadas nos santuários, que cada uma representava um elemento da natureza, mas poderiam aparecer misturadas. O vermelho, por exemplo, simboliza o fogo. Sobre as construções, me avisou que os templos são inspirados nas montanhas e quanto mais alto, mais sorte, no entanto, são limitados a 11 “andares”. Um senhor apareceu e perguntou se queríamos rezar e deu uma oferenda e ensinou como deveríamos ofertá-la, depois disse que deveríamos colocar algumas moedas, mas coloquei apenas alguns centavos que tinha.





O motorista tinha nos dado 1 hora para visitarmos o complexo, só que, na saída, erramos e seguimos em um caminho que não levava ao estacionamento. Com isso, chegamos com quase uma hora de atraso e, além do esporro do motorista, as alemãs fizeram um escândalo conosco!


No retorno, outra parada comercial em um restaurante em Bukit Jambul, mas com uma vista estonteante de uma plantação de arroz. O nome da cidade teria sido dado durante a invasão holandesa em Bali. Bukit significa “monte” e Jambul é “crista”.



A última parada foi em Semarapura, para visitar Klungkung Regency, mas, em comum acordo, preferimos dar uma volta na pracinha da cidade e não visitar o complexo.



Depois de deixar as outras turistas em suas hospedagens, cheguei no hotel morta de fome, mas fui direto para piscina. E mais um mimo: me serviram gratuitamente um chá gelado com frutas! Segui para tomar um bom banho de banheira. 





Tinha pensando em ir à cidade para comer, mas estava tão cansada, e já havia agendado com o dono da agência outro passeio para o dia seguinte bem cedo, então, decidi comer no hotel. Ao abrir o menu fiquei muito surpresa, o valor era ínfimo! Pedi um sanduíche de atum e um suco de melancia. Outra surpresa: o lanche era maravilhoso. Um dos melhores que já comi na vida. E foi servido no quarto.



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