Bali – um lugar mágico (1ª parte)

O primeiro trecho entre Macau e Kuala Lumpur foi tranquilo, paramos na segunda cidade para fazer a conexão, pois a Airasia tem um imenso aeroporto só para ela! É tão grande que fomos para o portão descrito na passagem e, de repente, observamos na tela que havia mudado e, com certeza, não teríamos chegado se um funcionário não tivesse dado carona de carrinho - sim, andam de carrinho de golf dentro das instalações!


O último trecho do voo, que levaria a Depansar, atrasou, pois a Airasia detectou um objeto estranho e pediu que todos saíssem da aeronave antes da decolagem.


A Indonésia exige visto de brasileiros, que pode ser obtido na modalidade "visa on arrival", ou seja, na chegada, no aeroporto. Basta preencher um formulário e pagar 25 dólares - válido por até 30 dias.

Percebemos a enorme preocupação da Indonésia com o tráfico de drogas. Passamos por detectores de metal para sair, a mala passa por raio-x e, de repente, o policial parou meu amigo, que usava camisa do Brasil, para verificar a mala. Não satisfeito, passou um detector na mão dele, provavelmente pra procurar vestígio de drogas. Foi um parto e a inspeção durou uns 30 minutos, preferi esperar ao lado dele.

Torci para que o motorista ainda estivesse na área de desembarque. A melhor opção é contratar o transfer do hotel, caso se hospede em Ubud, que fica a 1:30 de Denpasar (mais próximo a regiões de praia, como Kuta, Seminyak e Sanur). Lá estava o motorista super simpático com a plaquinha do hotel nos esperando. O carro foi uma minivan, como a maioria em Bali. Custou 300.000 rúpias ou 15 dólares o trecho (também peguei na volta).

UBUD

O hotel escolhido foi Junjungan Ubud Hotel & Spa, com uma diária de R$140,00, que ofereceu um dos melhores serviços já experimentados. A hospitalidade é inerente aos balineses, que estão sempre com um sorriso no rosto!






Ubud tem hoteis para todos os bolsos. Durante a pesquisa, pude encontrar diárias de 15 dólares até o maravilhoso resort Ubud Hanging Gardens, que tem uma famosa piscina de borda infinita.

O Junjungan não era tão próximo ao centro, mas também não muito distante. Possuem um serviço gratuito de transfer para a cidade, deixando próximo a Monkey Forest (em frente ao mercado Coco Market) ou Ubud Palace. Além de deixar um celular com o hóspede para chamar o motorista para buscá-lo. Pude observar que a maioria dos hoteis trabalham com o transfer.

É comum no sudeste asiático receberem o hóspede com um suco de boas-vindas e lá não foi diferente. Ficamos no segundo andar, com quartos imensos, com vista para a plantação de arroz, camas confortáveis, banheira, playstation, frutas. O restaurante do hotel era lindo. A piscina pequena, mas ótima para se referescar após um dia inteiro andando.



No dia seguinte, degustamos o excelente café da manha do hotel, que é pré-agendado, você olha o menu e escolhe o que quer comer, se um café da manhã típico de Bali ou um café da manhã mais europeu. Existem diversas opções. Você escolhe o suco, a bebida quente, como serão os ovos, as frutas. O lado ruim é que não tem como repetir (risos)!
  
Ovos mexidos, cogumelos, bacon, linguiça, manteiga, geleia, fritada de batata, café indonésio e suco de melancia.


Bali é uma pequena ilha hindu que compõe o maior país muçulmano do mundo, a Indonésia. A moeda é a rúpia. Ubud é uma região de floresta, que ficou mundialmente conhecida no filme estrelado por Julia Roberts “Comer, rezar, amar”.


Em Ubud fiz a maioria dos passeios sozinha, já que meu amigo preferiu os encantos do tinder (risos).

A primeira parada foi na Monkey Forest, que aparece no filme supracitado. É realmente uma floresta cheia de macacos. O ingresso custa 30.000 rúpias.




 

O lugar é impressionante, mas tem que tomar alguns cuidados, pois os animais são ariscos. Pulam sobre as pessoas sem a menor cerimônia. O santuário é formado por um templo principal, uma piscina sagrada e por um templo menor.







Comprei algumas bananas e pedi que a vendedora tirasse as minhas fotos. Ela afastou os macacos gigantes e deixou que apenas os menores subissem em mim. Os macacos surgem por todos os cantos.




No dia seguinte, meu amigo esteve na Monkey Forest. Viu um turista americano ser mordido por um macaco e o acompanhou até o hospital mais próximo para tomar a vacina de raiva, que custou 100 dólares! A raiva não tem cura, portanto, serve como alerta para procurarmos a vacina antes de viajar para um lugar com animais silvestres.

Tentei usar o celular do hotel e não consegui, pois não perguntei como deveria discar. Acabei pegando uma moto, pois tem um ponto na frente do supermercado Coco Market. O mototaxista me deixou na frente do Ubud Palace.





Ubud existe desde o século 8, mas a partir do século 17 houve um aparecimento de novos reinos, acarretando a construção de novas casas reais. Na segunda guerra mundial, os japoneses invadiram Ubud num duelo sangrento contra os holandeses. Apenas em 1945 a Indonésia teve seu primeiro presidente. O turismo em Ubud iniciou apenas nos anos 70, com a vinda de hippies e mochileiros em busca de novas descobertas.

Depois do atentado terrorista em Kuta, que vitimou 202 pessoas, sendo 164 estrangeiros, em 2002, o turismo em Bali recuou, crescendo novamente após o filme Hollywoodiano que mostrou seus encantos.

Dentro do Ubud Palace encontrei meu amigo e seguimos para o Ubud Market, que é uma delícia. Excelente para comprar o artesanato local, como sarongues, cangas, bolsas e esculturas. Nenhum artefato tem preço, então você terá que barganhar por cada peça. O primeiro preço dado pelo vendedor será sempre caro, mas você conseguirá por menos de 50%, se tiver paciência.






Depois do sofrimento com a culinária chinesa, felizmente cheguei a Ubud, embora não tenha comido o famoso arroz, base da alimentação balinesa, entrei no restaurante, que fica no fim do Ubud Market e próximo a um campo de futebol, Tutmak Restaurant. Encontrará um ambiente delicioso, bons preços e wi-fi grátis. Pedi um peixei grelhado, que vinha com um molho delicioso, batatas e salada. E, para acompanhar, um suco de melancia e uma água de coco (chamam de suco de coco). Toda a refeição saiu por 20 reais!

Minha preocupação antes de chegar a Ubud era a mobilidade, já que não há transporte público, bem como não dirijo. E o viajante individual sofre para pagar um motorista só para si (cobram, em média, 50 dólares para um dia inteiro com carro e gasolina), mas, para minha surpresa, existem dezenas de escritórios turísticos e os preços são os melhores que já vi na vida! Em geral, qualquer passeio em grupo custa 15 dólares!

Seguimos para o primeiro escritório que vimos perto do Ubud Market e agendamos um passeio para ver o pôr do sol em Tanah Lot. Como já era tarde e só iriam duas pessoas, cobrou 20 dólares para cada. E nos buscou no hotel às 16:00h em ponto. O percurso levou cerca de 1 hora e 40 minutos.

Tanah Lot

Tanah Lot é um dos pontos turísticos mais procurados e fica na costa oeste de Bali. Foi construído como parte da mitologia balinesa, que tem 7 templos em sua costa. O ingresso para o templo custa 30.000 rúpias.









A visita por si só já valeria, no entanto, tivemos a sorte de chegarmos em um dos dias mais importantes para o hinduísmo e a praia em torno do templo estava repleta de pessoas locais lendo o livro sagrado, Bhagavad Gita - a maioria era bem jovem. Um som ecoava por todo o ambiente. Quando a maré está alta é impossível atravessar o terreno rochoso até o templo e, os sites mencionavam que é bom chegar no local antes de 11 da manhã, para conseguir ficar próximo ao templo, mas, novamente, tivemos sorte, pois já passava das 17 horas e o templo estava completamente acessível.









Chegando lá, depois dos encantos servidos pelo povo balinês, que sempre sorriam em com um simples contanto visual, além da emoção causada pelo canto. Em nenhum momento se sentiram incomodados com a presença de estranhos àquele mundo. Seguimos para a fila das pessoas que recebiam uma benção. Eles mandam você molhar o rosto nas águas sagradas, colocam grãos de arroz na testa e uma flor atrás da orelha, sem questionar se professava o hinduísmo ou não.







No retorno, nos deparamos com um desfile oficial com garotos e garotas fantasiados para alguma apresentação. Não entendi exatamente o que estavam comemorando, pois o motorista apenas informou que era um dia especial e também não encontrei informações na internet. No complexo de Tanah Lot é possível encontrar inúmeras lojas de artesanatos e comidas. No estacionamento nos deparamos com dezenas de ônibus, realmente, não era um dia qualquer em Tanah Lot.
A bandeira da Indonésia
 





Pedimos para o motorista nos deixar na cidade, pois estávamos morrendo de fome. Primeiro corri para um escritório de turismo para comprar um passeio, a agência já estava fechando, e, consegui agendar Kintamani – Besakih tour por 180.000 rúpias. Paguei a metade e fiquei com o recibo, deixando a outra parcela para ser paga no dia seguinte. Depois segui em direção ao restaurante que havia almoçado, para repor as energias.

Como o horário do transfer já tinha acabado, tivemos que pegar um táxi (um carro comum parado na rua), que não quis negociar o preço, mas, sem muita opção, tivemos que aceitar.

Bali é realmente um destino único abençoado com um forte senso de comunidade e de energia espiritual raro.
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