Hong Kong, 1ª parte


Ano passado estive na capital do Vietnã, Hanói, e, na época, um amigo (virtual) morava em Hong Kong e sugeriu uma visita, já que ficava a apenas uma hora de avião. Acabei rejeitando o convite, uma vez que todos os voos estavam comprados, entretanto, a ideia plantada persistiu.

Um ano após, na elaboração do roteiro de viagem, lá estava a Ásia, que se tornou o meu continente preferido, e Hong Kong figurava entre os destinos que visitaria. 

Hong Kong Dólar
Hong Kong é uma das duas regiões administrativas da China (a outra é Macau), tem bandeira e moeda própria, o Hong Kong Dollar (1 dólar americano = 7,75 HK dólares). E a melhor parte: não exige visto para brasileiros (ao contrário da China). Em razão do domínio britânico, que perdurou por longos anos, o idioma oficial é o inglês e o chinês (tradicionalmente o cantonês).
Não foi uma tarefa fácil encontrar um hotel bem localizado com uma tarifa barata. Escolhi o Hotel ibis Hong Kong Central and Sheung Wan, que ficava a 10 minutos andando do metrô, numa região central. É necessário pesquisar e avaliar o tempo que ficará na cidade antes de escolher a hospedagem. Hong Kong é formada por ilhas. O hotel supracitado fica em Hong Kong Island, a ilha mais charmosa é Kowloon (região da  Avenida das Estrelas) e a ilha do aeroporto, Disneyland e Grande Buda é Lantau.

O vôo entre Abu Dhabi e Hong Kong foi pela Air Seychelles, excelente companhia aérea, que tem codeshare com a Etihad. Os comissários são os mais simpáticos do mundo! A roupa deles eram super coloridas e floridas (fiquei morrendo de vontade de conhecer Seychelles, a ilha africana)!

Na chegada no aeroporto, meu amigo ficou frustrado porque o passaporte não é carimbado, recebemos apenas um recorte de papel com a data de entrada e prazo para a saída.

Passei por um susto ao ver que todas as malas tinham chegado na esteira, menos a minha e a de um cara. Perguntei ao funcionário da companhia, que estava próximo, e disse que a tela indicava que ainda estava chegando, provavelmente foi aberta para ser verificada. Levou uns 30 minutos e finalmente apareceu. Com o cadeado.

O aeroporto conta com o serviço do Airport Express, com ingressos a $120 (http://www.mtr.com.hk/en/customer/tickets/tf_index.html). Basta seguir as placas e chegará na estação, dentro do aeroporto, com trens a todo instante, que leva 24 minutos para chegar na estação central.
 
Airport Express
Uma grande surpresa foi o folder “Complimentary Airport Express Shuttle Bus Service”, serviço de ônibus que conecta o metrô a uma lista interminável de hotéis! Como o nosso hotel estava na lista, ficamos no trem até a última estação, Central, que conecta com o metrô, no entanto, seguimos as placas em direção ao ônibus. Chegamos em um estacionamento cheio deles. E um ônibus saiu apenas para nos levar ao hotel. O melhor: serviço grátis! Descemos na porta do hotel.


Como meu amigo tinha cometido um equívoco na hora de reservar os hotéis, reservou um dia antes, aproveitamos e entramos. O check-in era apenas às 14:00. O hotel é bem apertado, mas limpo. Tem uma Starbucks no térreo.
 
O hotel e o tram
Em posse de alguns mapas, seguimos para o ponto turístico mais complicado, já que não tinha estação de metrô perto. O mapa do metrô pode ser baixado (http://www.mtr.com.hk/en/customer/services/system_map.html).

No meio daquela multidão de gente, a região Central já nos mostrava como a culinária chinesa pode ser assustadora. Nas ruas próximas ao hotel, avistamos dezenas de lojas de produtos orgânicos salgados. Pepino-do-mar mofado salgado, pênis de animais, estômago de peixe salgado. Imaginem o cheiro. E pensar que esquentam água e colocam tudo isso dentro? Eis o melhor lugar do mundo para iniciar uma dieta.





Perguntei no hotel como chegar no The Peak (ponto turístico de onde pode ver a cidade do alto) e recebi um mapa das estações de Tram (bonde de dois andares). E não foi fácil. Estávamos na rua que passava tram, mas não sabíamos o sentido. Quando nos localizamos e vimos o número indicado, tentamos pagar, com dinheiro inteiro, ao maquinista/motorista, que começou a gritar conosco, que deveria ser trocado! Finalmente sabendo o valor da passagem, e custava algumas moedas, que não tínhamos. Tivemos que procurar uma loja e compramos uma caneta cada (risos) para trocar o dinheiro.

Mapa do Ibis para ajudar o hóspede a chegar no The Peak de tram



Nos confundimos com a rua e acabamos descendo uma estação posterior. Voltamos e subimos uma rua que dava na estação de trem que sobe até o topo. Compramos o Peak tram sky pass por $83 (http://www.thepeak.com.hk/en/3_1.asp). Fica aberto das 7 às 18 horas. E o trem parte a cada 15 minutos.


Após alguns minutos na fila, o trem sobe uma superfície totalmente íngreme e parece que vai virar. Ao chegarmos na estação, tem um shopping que deve ser subido (com um Madame Tussauds) e de lá se chega ao Sky Terrace, de onde é possível ver a cidade em 360º.





Na porta do Madame Tussauds tem uma escultura do meu ídolo de infância, Bruce Lee, e confesso que meus olhos marejaram. No alto do The Peak é possível verificar alguma semelhança na topografia entre Hong Kong e o Rio de Janeiro (por mais incrível que possa parecer!).

Bruce Lee em No Jogo da Morte (1978), que serviu de inspiração para Kill Bill

No retorno, caminhamos até uma estação de metrô e adquirimos o “Adult Tourist Day Pass”. Não é vendido nas máquinas, apenas na bilheteria. É válido por 24 horas. Descemos em Tsim Sha Tsui, em busca da calçada da fama. Em razão da gratuidade naquele dia, entramos no Hong Kong Museum of Art.



Saímos do hotel com uma temperatura super agradável, pude vestir t-shirt e bermuda, mas de repente a temperatura despencou e via todos super agasalhados e eu tremendo. A calçada da fama (Avenue of the Stars) tem estrelas de artistas chineses, como Wong Kar Wai e Bruce Lee. A maior aglomeração acontece entorno da escultura do ídolo do Kung fu. São dezenas de pessoas tentando conseguir a melhor foto. Tirei fotos e depois sentei para apreciar o “espetáculo” humano.








Como já tinha acontecido no Vietnã, fui parada para tirar fotos apenas porque sou ocidental. Juro que fico um pouco assustada, pois, em Bogotá, após um grupo local pedir foto comigo, o dinheiro do meu bolso sumiu.

Em razão da queda da temperatura, fui obrigada a passar no hotel antes de seguir para o Temple Street Night Market, mercado de rua aberto de 17h até meia-noite. Basta descer na estação Jordan. Você encontrará de tudo. Se o objeto tiver um preço, pode apostar que você comprará por 50%, se pechinchar. É necessário cuidado e tente testar o que comprar. Comprei o famoso monopod (pau de selfie) por R$15. Caí numa cilada muito comum no Rio: vi pendrives com formato de bichos e custavam $10 cada e nenhum funcionou! Testei no hotel e parecia ter a capacidade e não esperei pra ver se realmente o filme era transferido. Nas proximidades, encontrará algumas lojas de cabeleireiro com produtos muito baratos (Supply Shop for Beauty Hair, 216, Temple Street).





Andamos por longos minutos para tentar achar um lugar para comer. E quem disse que encontramos um McDonald’s, KFC, Burger King nas redondezas? Queríamos comer algo local, mas a aparência de tudo era muito assustadora! Li sobre o Dim Sum e não achei nada que me fizesse salivar. Num quase desmaio, após entrarmos em vários restaurantes, paramos no “Sino Vegetarian Restaurant” – a única certeza é que não comeríamos um bicho estranho. Foi difícil escolher o prato. Não vendem sequer suco ou refrigerante! A comida é "degustada" com chá quente. Não havia turistas. Na hora, consegui comer, mas só de lembrar o meu estômago embrulha.




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