Bangkok, 2ª parte


Como já mencionei em outro post, elaboro um roteiro exaustivo e, normalmente, consigo cumpri-lo, no entanto, no retorno a Bangkok, num sábado, planejei mil visitas culturais, sem conseguir realizar uma sequer.

Casa de Jim Thompson

Iniciei a viagem ao Sudeste Asiático em Bangkok, no mês de outubro, e nela terminaria, no mês de novembro de 2013. Num primeiro momento, Laos entraria na rota, depois, preferi passar os últimos 5 dias na capital da Tailândia e conhecer algumas cidades próximas.
Chao Phraya River
O voo de Siem Reap para Bangkok, pela Cambodia Angkor Air, foi o único que me deixou desconfiada. Um avião super pequeno, que a escada era da própria aeronave, com um barulho estranho, mas deu tudo certo.

De volta ao Suvarnabhumi International Airport, fazendo todo o trâmite de entrada. Inclusive, tem que ir ao guichê para pegar o papel carimbado da verificação do certificado internacional de vacinação. A fila da imigração era interminável e demorou cerca de duas horas. 

Pensei que chegaria no hotel às 2h, mas a chegada ocorreu apenas às 5h. O hotel escolhido, na segunda visita à cidade, foi o Windsor, na Sukhumvit Soi, região com muitos shoppings e próximo ao skytrain. A diária custou cerca de R$100,00. Os quartos são antigos, mas o hotel tem uma boa estrutura, com piscina, academia, três restaurantes, música ao vivo no bar.
Fiz o check-in, deixei a mala no quarto e "almocei" na pizzaria ao lado: original italian pizza, comida boa e cara. 

Após um banho e breve descanso, conheceria o lugar mais caro durante a minha estadia: o Sirocco Sky Bar, situado no terraço do hotel Lebua. Foi cenário do filme "Se beber não case 2", que elevou consideravelmente o número de visitantes (tem uma enorme fila) e o preço das bebidas. 



Existe o pessoal do "fashion police" para analisar de você não está de chinelo, bermuda, etc. Perguntam se quer ir ao bar ou ao restaurante (não consigo imaginar o preço do jantar). Optei pelo bar como a grande maioria, que quer apenas fotografar a paisagem noturna da cidade.

É uma bela paisagem urbana, de uma metrópole asiática que pulsa. O preço da bebida é surreal. As opções mais baratas: coca-cola ou café, custando uns R$35,00. Fiquei com a segunda opção mais em conta, um suco de manga com coco, pela bagatela de R$42,00. Preço incompatível com um país que oferece produtos e serviços tão baratos.

Na saída de lá, caminhei por 10 minutos até o Sathorn Pier (primeira parada da rota), para tomar o barco que conclui a viagem no píer próximo a Khao San Road, região mais agitada e turística. O passeio noturno de barco é imperdível, pois passa por vários monumentos e temos uma outra perspectiva citadina, além de ser muito barato, 40 baht.

Nos 3 dias seguintes, fiz visitas a outras cidades, comprei o pacote numa agência da Khao San Road, próxima ao hostel D&D, e recomendo, pois nem todos aceitavam buscar no hotel (ou cobravam). E os preços praticados nessas agências são infinitamente inferiores ao dos sites indicados pelo tripadvisor.com. Enquanto uma agência online cobrava 5.000,00 baht, lá custava 750,00 baht. Na agência do hotel cobravam 2.500,00 baht. É claro que o passeio era em grupo, o transporte era uma van não tão nova.

As cidades visitadas foram: Ayutthaya, Ratchaburi e Kanchanaburi (fronteira com Mianmar). Contarei, em um post posterior, sobre cada uma delas.

Após o único bate-volta que durou a metade do dia (para Rachaburi), os demais duraram um dia inteiro, aproveitei que a van deixava na entrada da Khao San Road e caminhei até o píer 8 (no caminho tinha um mercado de pulgas), tomei o barco que atravessa o rio, e visitei o templo Wat Arun. Estive no jardim do Grande Palácio, mas decidi não entrar para ver o buda de esmeralda em Wat Phra Kaeo. Custava aproximadamente 50 reais.
Monges de cera no mercado de pulgas
O grande palácio
Wat Arun

 

Na porta do hotel tem um típico restaurante alemão, Bei Otto, mas fiquei decepcionada ao pedir croquete, veio um croquete de batata (não como carne vermelha habitualmente, mas faço exceções). Carne bovina é rara na Ásia. As linguiças estavam boas.

Um dia jantei hambúrguer no Outback (em determinado momento o pad thai e o sanduíche de atum já não estavam descendo), que fica no Siam Discovery Centre, belo shopping, onde está localizado o Madame Tussauds (museu que jamais recebeu minha visita). O preço é parecido com o praticado no Brasil.

Neide copiou meu cabelo...
Numa noite jantei no shopping Terminal 21, que fica a uma quadra do Windsor, além de 6 andares temáticos, cada andar tem a decoração de um país. Os dois últimos andares possuem restaurantes e cafés. O primeiro andar tem um excelente mercado gourmet, que vende produtos típicos e importados por um preço inferior ao duty free. E ainda, possui algumas lanchonetes excelentes. Outra característica do shopping é ter integração com o metrô e o skytrain (BTS).

No último dia, tentei encontrar o tatuador que faz Sak Yant em Bangkok (tinha um templo em outra província que são os monges que tatuam), peguei o táxi e cheguei num subúrbio, perguntei e finalmente achei o templo. A casa de Ajarn Thoy fica num anexo, ou melhor, é um barraco sem qualquer higiene. Um homem apareceu só de toalha e disse que ele tinha viajado pra Singapura. Me senti aliviada. E ainda, dizem que tem cobrado caro.

Uma visita imperdível é na Jim Thompson House Museum, que fica a três estações de skytrain do hotel. A entrada custa 100 baht e oferecem visitas guiadas em inglês ou francês. Jim foi um arquiteto norte-americano que decidiu morar na Tailândia, lá estabeleceu uma empresa de seda, salvando um ofício quase morto. "Thompson's development of the Thai silk industry is often cited as one of the great success stories of postwar Asia."


A casa onde viveu Jim Thompson
Produção de seda
No fim de semana de Páscoa, em 1967, Thompson desapareceu durante as férias com amigos em Cameron Highlands, um resort na Malásia. Uma pesquisa extensa e prolongada não revelou quaisquer indícios sobre o seu desaparecimento.

Próximo ao museu do Jim fica o Bangkok Art & Culture Centre, que é um belíssimo centro cultural, com salas de exibições, galerias, cafés. Gratuito! A arquitetura me lembrou o Guggenheim de NYC. Vi duas exposições interessantes de artistas tailandeses.
 
Nas minhas últimas horas em Bangkok, voltei ao Terminal 21, lanchei e comprei coisas desnecessárias, mas também me diverti com as peculiaridades daquela cultura. Tentei ir até o Moca, museu de arte contemporânea, peguei o skytrain até a última estação, no entanto, ao descer, me informaram que seria necessário tomar um táxi, mas que não chegaria até às 18h (hora de fechamento). Devo ter alguma problema com o nome do museu, pois aconteceu algo parecido na minha visita ao Moca de Los Angeles.

A Tailândia é inesquecível!  

 


Máquina para comprar ficha pro metrô
Travelbook



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