San Juan, Porto Rico
Mesmo com férias marcadas antecipadamente, não decidi um destino, e ainda, me comprometi em levar minha sobrinha, que só poderia se ausentar por uma semana (a minha primeira semana de férias). Fiz algumas pesquisas, como cruzeiro pelo Caribe, mas precisaria de mais tempo, também pensei em ficar num resort na Jamaica.
Giovana já tinha pensado que desisti de viajar, mas minha irmã argumentou que seria impossível. Dois dias antes, comprei passagem para San Juan, em Porto Rico. O voo seria com a Copa Airlines, companhia aérea predominante na América Central e no Caribe. Cada passagem custou R$2.709,00 (paguei R$5.418,00 no total).
Em razão da demora para me decidir, acabou a disponibilidade da passagem que chegaria 12:58 no destino, portanto, tive que comprar a que chegaria às 15:58, com 6 horas de conexão na Cidade do Panamá. Se retornasse um ou dois dias depois a passagem praticamente dobrava de preço, então ficaríamos apenas 4 dias.
É necessário ressaltar que setembro é um mês na temporada de furacões no Caribe (o período vai de junho a novembro). Inclusive quando estava lá vi que foi o primeiro dia 10 de setembro nos últimos 35 anos que não teve um furacão na região. Em setembro de 2017 o furacão Maria atingiu Porto Rico com registro de 2.975 mortes.
É claro que devemos ter consciência de todos os transtornos que tal evento pode ocasionar, mas já viajei para México (agosto), República Dominicana (junho) e Cuba (novembro), que estão na rota, e peguei tempo ótimo. É um risco, mas pode ser
Embora os meus cartões de crédito forneçam o seguro viagem, como funcionam por reembolso (alguns têm atendimento virtual, como o Visa), emito, mas ultimamente tenho feito um seguro viagem adicional com alguma seguradora. O Visa permite a emissão da apólice para qualquer pessoa viajando em sua companhia, desde que a passagem tenha sido comprada com o mesmo cartão (no Mastercard apenas filhos e cônjuge). Adicionalmente, fiz outro seguro viagem pra mim e minha irmã já tinha emitido para minha sobrinha, principalmente para ter amparo em caso de furacão.
Porto Rico é território não incorporado dos EUA (os habitantes são cidadãos dos EUA, mas não votam para presidente, nem têm representantes no congresso), portanto, precisa ter o visto dos EUA. Outra observação que tive que ver é sobre a visita que fiz a Cuba (2017), mas só não estavam aceitando quem visitou o país (ou qualquer outro da lista de "banidos") após 12 de janeiro de 2021. Na verdade, essa limitação é em relação com ESTA (sigla em inglês para "Sistema Eletrônico para Autorização de Viagem") que é a autorização de quem viaja com passaporte europeu (como aconteceu com o mesatenista Hugo Calderano).
Fui no domingo para a casa da minha irmã para almoçar e levei a mala, pois ela nos levaria até o aeroporto. Só naquele dia minha sobrinha fez a mala, pois queria opinião sobre as roupas.
O voo da Copa Airlines que sai às 1:25 do Rio de Janeiro é aquele verdadeiro “cata corno”. Está sempre lotado, pois carrega todos até a Cidade do Panamá e de lá cada um segue para as dezenas de destinos operados pela empresa. Pelo menos nos colocaram sentadas juntas.
Chegando lá, optei por seguir para uma sala vip. Já tive experiência na Copa Club e é horrível. Verifiquei que tinha a The Lounge (visitei da mesma franquia em Vitória e era ótima), mas só aceitava Lounge Key e, naquele cartão só tinha 1 entrada gratuita. Acabei pagando 35 dólares por acompanhante (não vale). Acredito que panamenhos não gostam de comer, pois é a segunda sala com o menu fraco. Tinha disponível refrigerante, suco, máquina de café, queijo e algumas frutas (mamão, melão e melancia). E havia um menu que solicitava panqueca com ovos e o garçom trazia. Tinha um bar. E só. Tem wi-fi (o aeroporto só disponibiliza 1 hora gratuitamente apenas).
Faltando 1h para o voo aproveitei que poderia tomar banho. Me forneceram uma toalha limpa e no banheiro tinha sabonete e shampoo. Quando saí, minha sobrinha fez o mesmo. Pegamos algumas bebidas para levar, mas tivemos que jogar fora, pois o embarque para os “EUA” não permite líquido.
Dia 1 – SAN JUAN
Assim que chegamos, passamos pela imigração e, embora as perguntas (quanto tempo ficaria, o que fomos fazer e quanto dinheiro tinha) estivessem em inglês, respondi em espanhol (Porto Rico tem dois idiomas oficiais: inglês e espanhol). É a mesma imigração dos EUA.
Quando saímos, sentamos no pátio para conectarmos a internet do simcard da Airalo (usando o cupom DANNYM2762 você ganha 3% de desconto). Tinha uma sinalização do caminho para chamar o Uber, que veio rapidamente. A dificuldade é que lá os carros têm placas apenas na parte traseira. Tive que caminhar para ver e confirmar. A corrida custou 11 dólares.
Nossa visita coincidia com o período da residência do cantor porto-riquenho Bad Bunny, portanto, os valores seriam mais elevados. Até procurei ingresso para aproveitar, mas só tinha na revenda por milhares de dólares. Apesar disso, achei que seria uma época boa, pois teriam outros turistas na cidade.
Sobre hospedagem, descobri que hotel é caro, logo, migrei para achar apartamento no Airbnb. E decidi que não ficaria em Old San Juan, mas em Condado, que é um bairro sofisticado com praia e comércio. Primeiro entrei em contato com uma hospedagem que ficava sobre uma boate na rua da praia, perguntei se não tinha problema me hospedagem com uma adolescente e disse que poderia, mas antes de fechar outro dono disse que não seria bom porque teriam muitas festas naquela semana.
Decidi ficar em La casita (Calle Tres Hermanos, 157), pois seria possível ir caminhando para praia, mas também para rua de comércio ou para Placita de Santurce. Perguntei se era seguro e disse que sim. Pedi para fazer o check-out tardio (14h) e também tive resposta positiva. A casa era bem pequena, mas tinha cozinha (geladeira, forno, mesa, sofá), quarto com ar-condicionado e tv e banheiro (que tinha os itens de higiene). Também disponibilizou toalha de praia e protetor solar. Cada diária custou R$484,00, que é um valor elevado para o que oferecia, mas barato comparado com as demais opções. As ilhas do Caribe costumam ser caras.
Só descansamos por alguns minutos, pois precisávamos ir até o mercado e já estava escurecendo. Perto da hospedagem (5 minutos) tem um supermercado: SuperMax que funciona 24h. O choque foi o preço dos produtos. Um saco de pão de forma custava 9 dólares, para comparação, na Croácia comprei por 1 euro!!! Compramos água, chá gelado, iogurte, pipoca de microondas, pão, uma embalagem com salame e queijo, além de chocolate e balas.
Naquele dia ficou constatado que não iríamos visitar nenhum lugar, pois estávamos exaustas da viagem. Quando deu 20h decidimos caminhar até uma hamburgueria: buns. Compramos 2 cheeseburguers, duas cocas e uma batata.
Ficamos chocadas que ouvíamos um som muito alto dos sapos coquis. Eles fazem exatamente o som “coqui” e aquilo é desesperador. Mesmo dentro de casa com o ar-condicionado ligado aquilo me perturbava. Começam por volta das 19h. É muito barulhento (li que chega a 100 decibéis). Jamais conseguiria morar lá por muito tempo. Frequentemente dizem “Soy de aquí como el coquí”. Pensei que o coqui era o sapo do Bad Bunny, mas o dele é o sapo concho.
Dia 2 – SAN JUAN
Acordamos com o dia ensolarado. Lá é muito quente.
Nos arrumamos e saímos em direção da Praia de Condado - é um bairro com muitos casarões e vimos muitos carrões nas ruas. Paramos para fotografar a bandeira do país que fica dentro do mar, depois seguimos para o fim da praia, pois vimos que era o único lugar com salva-vidas, que provavelmente atendiam apenas o hotel.
O mar é bem agitado (e tinha lido a notícia sobre a morte de um turista uns dias antes) e estava receosa, mas Giovana insistiu, então, disse que entraríamos de mãos dadas! Risos. O que me chamou atenção é que lá os prédios são construídos na areia, não tem um calçadão.
Enquanto Giovana pegava um bronze (não gosto de ficar pegando sol) dei uma volta, mas sempre de olho nela. Tem uma passarela ao lado que é um mirante e que tem uma bela paisagem.
Antes de voltarmos para o apartamento, passamos na enorme farmácia Walgreens, compramos bebida e algumas balas.
Tomamos banho, pois conheceríamos Old San Juan, o centro histórico de San Juan. O templo ficou bem nublado temi a chuva, mas não choveu.
Pedi uber para Calle Imperial, que é um local muito fotografado pela presente de um mural da bandeira de Porto Rico e também tinha um novo desenho em homenagem ao Bad Bunny. Tinha fila para fotografar, então, levamos alguns minutos ali.
Minha surpresa é que a comunidade “La perla”, fica bem próximo, ou seja, está dentro de Old San Juan, pois lembro de ter visto um vídeo em que os turistas foram abordados por pessoas armadas, pois não poderiam filmar ou fotografar ali. La perla aparece no famoso clipe da música “Despacito”. O motorista que me buscou no aeroporto ainda perguntou se iria La Perla e neguei com convicção. Não compactuo com turismo em comunidades, pois me parece um safári humano e me incomoda muito.
San Juan é a segunda cidade mais antiga das Américas, fundada em 1591 (a mais antiga é Santo Domingo, na República Dominicana). A ilha de Porto Rico foi avistada por Cristóvão Colombo em 1493. Em 1508 o conquistador Ponce de León fundou um assentamento europeu. Em 1898 a Espanha cedeu a ilha aos EUA, após a Guerra Hispano-Americana.
Viejo San Juan foi declarado patrimônio da Humanidade em 1983. As construções são coloridas e o chão chama atenção pelo tom azul, pois as ruas são pavimentadas com adoquines, pedras de ferro-escória trazidas como lastro nos navios espanhóis. Tem cerca de 1km2.
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| Piragua é raspadinha (gelo com xarope de alguma fruta) |
Mesmo durante o período vespertino, muitos bares estavam abertos. Tinha um movimento muito grande em razão da proximidade do porto e tinha navio de cruzeiro. Acredito no que no período noturno tenha mais pessoas locais e turistas que ficam hospedados.
Paramos para fotografar o Cafetín, Café con Ron (imortalizado na música do Bad Bunny), La Factoría (ficou famoso por ser cenário do clipe Despacito) – me chamou atenção foi que tinha uma placa que só poderia entrar com mais de 21 anos e estava com minha sobrinha de 16 anos na época.
Como tudo na cidade lembrava o artista Benito Antonio Martínez Ocasio, resolvemos procurar o novo grafitti em homenagem ao álbum “Debí tirar más fotos” do sapo concho na Calle de la cruz.
Realmente não vi muitas opções de restaurantes, portanto, entrei em um que tinha anotado: Deaverdura. O que me incomodou: não tinha menu com valores. Perguntei para a garçonete e ela “cada comida tem um valor e basta você me perguntar”. Não sei se é uma pegadinha para turista, mas vendia comida de verdade. Eu e Giovana pedimos pernil, que vinha com arroz e salada, como trouxeram o prato da minha sobrinha com um item errado, trouxeram a banana (tostones) separado. Pedi um suco de tamarindo e acerola (era refresco, na verdade). A conta deu 32 dólares, que acho um valor alto para comer arroz com pernil. Aqui tem um detalhe que não tinha visto antes. No Brasil os 10% (opcionais) são pagos junto com o valor total, mas lá, primeiro passava a tela com o valor consumido e depois vinha a tela de “tip” (gorjeta), afinal são EUA. Sem qualquer pudor apertava “skip” (pular) ou colocava 0 (cada máquina tinha uma opção).
Depois seguimos para o Castillo San Felipe del Morro. Ingresso 10 dólares. Pagava meia entrada até 15 anos, logo, tive que pagar 20 dólares. Teríamos menos de 1h, pois fechava às 17h. O ingresso também serviria para o Castillo San Cristóbal e poderia ser usado no dia seguinte (mas faríamos um passeio e não conseguimos). É uma fortaleza erguida pelos espanhóis em 1539, levou 250 para a conclusão da obra, que visava proteger a ilha de invasão.
Ainda caminhamos enquanto a cidade escurecida e as luminárias antigas se acendiam. Visitamos um lugar estranhíssimo: Parque de las palomas, que é uma praça cheia de pombos, mas eles têm um comportamento de avançarem nas pessoas.
Fui até a porta do Restaurante Barrachina, que inventou a piña colada, mas tinha fila. E não posso comer abacaxi. Uma pena, pois em Havana bebi “meu mojito na Bodeguita, meu daiquiri na Floridita”, como disse Hemingway.
Ainda tiramos mais fotos na no mural da bandeira de Porto Rico, da muralha e de outros murais e chamamos o uber (10 dólares) para a casa e não saímos mais naquele dia.
Dia 3 – SAN JUAN
Num primeiro momento, procurei passeios para conhecer o mar turquesa nas ilhotas próximas (o mar das praias em San Juan não tem nesse tom): Culebra ou Vieques. O problema é que não tinha passeio saindo de San Juan. Teria que ir até o porto de Ceiba (1h de carro) e lá pegar o ferry (https://www.puertoricoferry.com/) para uma das ilhas (leva mais 1h Vieques ou 1h30 Culebra). Se tivesse programado a viagem com antecedência, teria tentando ir de avião (sai do aeroporto Isla Grande), porque sai da capital e leva apenas 30 minutos (custa entre 50 e 120 dólares), com as seguintes empresas: Vieques Air Link, Cape Air ou Fly the Whale.
Optei pelo passeio para conhecer a floresta e a praia “2 viagens em 1 dia: Rainforest Waterslides e Beach Tour”. Contratei no site Viator, mas operado com a Activ Tourism Puerto Rico. Paguei R$226 pra cada (total de R$552).
Tive que preencher previamente uma autorização no site Waiver, bem como escolhi o hotel mais próximo da minha hospedagem (AC HOTEL San Juan, Condado). No dia anterior a agência entrou em contato que o guia nos buscaria às 9:30.
Levamos o passaporte, principalmente porque Giovana é menor de idade, mas não foi pedido em nenhum momento. Saímos cedo, por volta das 8:30. Naquele dia o guia Bryant mandou mensagem confirmando o horário. O ônibus da viagem parecia um ônibus escolar dos Eua.
A primeira parada foi na Frutera Flores (30 minutos): é uma mercearia que vende empanada, bebidas, comida, artesanato. Minha sobrinha disse que não queria nada, quase na hora de irmos comprei uma empanada e um refrigerante (US$4,89), quando experimentou queria, mas já não tinha tempo (e não podia comer dentro do automóvel, segundo as regras recebidas). Dividimos a empanada que parecia um pastel de carne.
A segunda parada foi no “El Yunque National Forest”. Na verdade, não andamos muito tempo pela floresta, mas fomos em direção a duas cachoeiras para escorregar. Ficamos ali por 2 horas. Todos precisavam estar com meias – e realmente funciona, pois não escorrega no limo das pedras. Inclusive o guia falou que é muito mais seguro que um sapato de borracha. E todos devem vestir colete salva-vidas. Em alguns momentos fiquei receosa, mas minha sobrinha amou.
El Yunque é uma das maiores atrações naturais de Porto Rico e fica a apenas cerca de 45 minutos de carro de San Juan. É a única floresta úmida que pertence aos EUA e tem 113km2. O guia disse que lá chove todos os dias.
A última parada foi na Praia de Luquillo, onde ficamos por 2 horas. O mar era lindo e calmo. Colocamos a canga na areia e fomos pro mar. A praia estava razoavelmente vazia. Em algum momento um homem foi pegar coco nos coqueiros e tivemos que correr para não nos atingir na areia.
O que me incomodou é que um homem foi se aproximando, já tinha ficado de olho na minha sobrinha e puxou papo comigo. Disse que morava ali e era porto-riquenho, e de repente, encostou a mão na minha perna conversando, aquilo me estressou e chamei Giovana para irmos comer.
No caminho da praia tinha os famosos Kioskos de Luquillo, que são 40 barracas de comida com diversas opções. Olhei pro relógio e tínhamos cerca de 15 minutos apenas. Paramos na primeira barraca “El almendro pinchos”. Pinchos são espetinhos. Pedi um de frango pra mim e um de porco para Giovana, e ainda, dois adicionais de banana (mofongo) e vinha pão. Pedi também refrigerante (US$17,84). Como demorou um pouco, minha sobrinha que come devagar não conseguiu comer a banana.
No retorno, pedi se o guia poderia nos deixar perto do SuperMax, que era mais perto da hospedagem, e ainda, entramos no mercado porque não precisávamos comprar água e outros itens.
Tomamos banho e fomos caminhar pela Calle Loiza, que tem muitos restaurantes e comércio, em geral. Travamos uma batalha para atravessarmos as avenidas porque não tinha sinal. Confiei minha vida em Giovana. Vimos vários murais, também paramos numa livraria que ficava na calçada, pois Giovana quis pegar um livro de recordação.
Dia 4 – SAN JUAN
Pela manhã saímos para conhecer a Praia El Escambrón, que fica muito próximo de Viejo San Juan. O uber deu 3 dólares. A praia era um pequeno paraíso: mar belíssimo cheio de peixinhos, coqueiros, estrutura como salva-vidas, banheiro, além de um serviço para cadeirantes entrarem no mar.
Em alguns momentos fiquei de olho na bolsa quando dois homens sentaram muito próximo da nossa canga, mas não tivemos qualquer problema.
Depois de estarmos lá por cerca de 1h um grupo de uns 50 idosos se aproximou e perguntou se gostaríamos de participar da aula de hidroginástica deles. Ficamos um pouco sem graça e participamos por quase 1 hora. A professora dá aula duas vezes na semana por muitos anos. Tinha mais mulheres que homens e todos queriam conversar conosco, além de comentar sobre a idade (até 97 anos). Alguns gostariam de conhecer o Rio de Janeiro. Queriam saber se fomos ver Bad Bunny. O que me chamou atenção também é que eram pessoas mais abastadas provavelmente. A composição étnica dos porto-riquenhos é diversa, composta por espanhóis, africanos e indígenas, mas ali só tinha uma senhora negra, que cuidava de uma pessoa mais idosa. Ela a todo momento sorria.
Antigamente a instrutora levava um rádio, mas com o tempo todos foram aprendendo as músicas e eles têm a própria playlist que cantam em uníssono. Achei emocionante. Giovana disse que foi inesquecível. Numa viagem não há nada melhor que nos conectarmos com as pessoas locais quando isso é permitido.
Minha sobrinha tentou decorar alguma música e depois ficou cantando:
La mar estaba serena
Serena estaba la mar
La mar estaba serena
Serena estaba la mar
Voltamos para a hospedagem, fizemos um lanche rápido, tomamos banho e fomos andando até La Placita de Santurce, que é um local de vida noturna e música. Durante o dia é um mercado municipal (até 17h, após 19h vida noturna). Ficava apenas a 5 minutos de onde estávamos, mas achamos incrível como a paisagem e o clima muda quando atravessamos um caminho subterrâneo que leva a Santurce. Como se saíssemos de Miami para um subúrbio. Ali Giovana já ficou incomodada porque um carro passou e mexeu com ela e depois um velho. Homens latinos não costumam respeitar as mulheres...
Fomos até o Mercado Municipal (Plaza del Mercado), mas não tinha nada interessante. Tiramos fotos no Mural no bar “Orale la Placita”. Acredito que durante a noite “La placita” seja um atrativo interessante. Além dos bares tem barracas de rua.
Nesse lado da cidade as ruas já são mais sujas, as casas mais simples, mas decidimos ir caminhando até Museo de Arte contemporâneo de Porto Rico. O ingresso custa 8 dólares e 3 para estudantes até 17 anos. Funciona de 11 às 17h de quarta a domingo. Está instalado num edifício construído em 1918, que foi uma escola. É um local para conhecer a arte produzida atualmente na ilha.
Minha sobrinha queria ir ao Walmart, então caminhamos até lá, mas na porta tinha muitos pedintes e um homem ameaçando com faca, que nos deixou um pouco amedrontadas. O mercado é enorme e tem até restaurante dentro.
Em princípio, tinha pensando em andar até Santurce Art Walk, pois vi grafittis maravilhosos na internet e amo arte urbana, mas não me senti segura. Talvez se pegasse um uber e ficasse em algum ponto com bar ou restaurante.
Pegamos uber até o Distrito T-Mobile – centro de convenções com diversos restaurantes. O motorista muito simpático contou que é uma região com novas construções com apartamentos milionários, bem como hotéis novos. Do lado de fora tinha um letreiro com “PR”, pois chamam Porto Rico pelas iniciais. É curioso que na ilha moram 3 milhões de pessoas, mas 6 milhões de porto-riquenhos estão nos EUA.
Você vai ouvir muito esse termo! Boricua vem de Borikén, o nome indígena Taíno para a ilha. É como os porto-riquenhos afirmam seu orgulho e raízes com o coração. Ser Boricua é um estilo de vida!
Fomos lanchar no Pudge´s Pizza, pedi uma pizza grande e duas bebidas (U$16,220). Era um local temático sobre baseball, pois o dono é o ex-jogador Iván “Pudge” Rodríguez.
Depois ficamos descansando por ali, que tem enormes telões, cadeiras para repouso, e sempre tem uma programação noturna. Quando anoiteceu, voltamos para a hospedagem.
Naquela noite, tinha colocado uma visita a Placita de Santurce, mas Giovana não quis – ficou traumatizada.
Fomos até a farmácia Wallgreens, pois Giovana queria comprar balas e chocolates para trazer para casa. No retorno tinha um homem drogado na rua e tivemos que dar uma corrida, mas acredito que em razão da chegada do fim de semana.
Dia 5 – SAN JUAN
Pedi para fazer o check-out ao meio-dia, pois nosso voo partiria às 14:55.
Caminhamos pela Calle Loiza procurando um local para tomarmos café da manhã. Decidimos comer no local mais barato, que é loja de conveniência To go. Giovana só quis pão, ovo e bacon. Pedi uma opção que vinha um pão com açúcar e presunto e um café.
Porto Rico me surpreendeu, pois não tinha pesquisado muito sobre o país e achei mais amigável que esperava, mas muito caro, como costumam ser as ilhas do Caribe. Viejo San Juan é super seguro e limpo, como as cidades históricas no Brasil deveriam ser.
Na conexão no aeroporto na Cidade do Panamá, tinha apenas 1 ingresso para sala vip, que utilizei no Restaurante Barú. Um ingresso é revertido em 32 dólares. Acredito que é melhor usar numa sala vip que tenha comida, que não é o caso das salas do Panamá. Pedi asinhas de frango e batata frita. Serviu para descansarmos e utilizarmos a tomada. O restaurante não forneceu wi-fi.

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