Visita ao "El escorial" e hospedagem no Ibis Madrid Aeropuerto Barajas

A passagem de Malta para Madri foi comprada no site do Smiles, por 12.500 milhas, para voar Alitalia. O lado negativo é que tinha - obrigatoriamente - a conexão em Roma. O voo saiu 17:45, cheguei em Roma às 19:10 e apenas às 23:50 aterrissou em Madri!




Fiz uma pesquisa minuciosa sobre a hospedagem nesse retorno a Madri, pois chegaria muito tarde e, no dia seguinte, teria o dia inteiro na cidade. Fica a dúvida se é melhor se hospedar na cidade ou próximo ao aeroporto. Optei por ficar perto do aeroporto e não paguei por uma hospedagem do dia seguinte (o voo sairia 23:35), então deixaria a bagagem e pegaria no fim da tarde. Sempre reclamo de pagar uma diária e usar apenas metade dela, mas tenho esperança que em algum momento o pagamento será proporcional ao período da estadia.

Procurei pelos hotéis próximos ao Aeroporto Barajas e a melhor relação custo-benefício era o Ibis Madrid Aeropuerto Barajas, embora não tenha café da manhã gratuito. A localização é perfeita: 750 metros do aeroporto, mas, salvo engano, não dá pra ir caminhando.
 
O hotel tem transfer gratuito de e para o hotel, no entanto, o serviço se encerrava às 23h, logo, a melhor opção era o uber. Tínhamos acesso à internet apenas no hall do aeroporto, então, meu amigo pediu o carro e seguimos para o ponto indicado. De repente, chegou uma BMW novinha dirigida por um motorista elegante - de terno e gravata. A corrida durou uns 3 minutos e custou 5 euros.



O check-in ocorreu após a meia-noite e não foi rápido, pois tinha fila na recepção. Chegando no quarto não encontrei as duas camas, como foi contratado (fiz a reserva no site do hotel). Desci e voltei com a funcionária, que tinha uma chave, pois uma cama ficava trancada e acoplada na parede. Estávamos morrendo de fome, mas não saímos para procurar nada por preguiça. No dia seguinte observamos um McDonald’s 24 horas a uns 100 metros.

Fiz a reserva com direito ao café da manhã (7 euros cada) e, embora seja caro, acho que valeu a pena, pois tinha frios, tortilla, suco, máquina de café, iogurte e pães frescos. Além do conceito do café da manhã orgânico e saudável.


Por volta das 10 horas, descemos com as malas e fizemos o check-out. Perguntei se poderíamos deixar a bagagem e se teríamos acesso ao transfer para o aeroporto no retorno. Etiquetou as bagagens, colocou no depósito e informou que o transfer sai a cada hora e poderíamos usar o serviço.

A vizinhança do hotel me encantou, pois, em geral, o aeroporto fica localizado em uma região deserta, contudo, saindo do Ibis encontrei inúmeros restaurantes, mercados, farmácias, transporte público. Ao seguir para o metrô, peguei a Av. General (não é o caminho mais rápido) e saí na "Plaza de las Hermanos Falco e Álvarez de Toledo", que tem diversos restaurantes no entorno, inclusive o famoso "100 montaditos" (tem tapas e bebidas a 1 euro).

A estação de metrô próxima ao hotel é a "Barajas", segunda estação da linha 8 (rosa). O curioso é que a estação "Barajas" fica entre as duas estações do aeroporto "Aeropuerto T4" e "Aeropuerto T1, T2  e T3". Não pegamos o metrô para ir pro hotel porque no horário que chegamos já estava fora de funcionamento, mas tem que ficar atento, porque para sair do metrô do aeroporto deve pagar um adicional a ser selecionado na máquina quando for adquirir o bilhete.


Mapa do metrô
Visitar "El escorial" não era o "plano A", mas, de acordo com o tempo que tínhamos, achei que era a melhor opção (Córdoba e Ávila ficaram para uma próxima visita). Pegamos o metrô na estação "Barajas" até a estação final da linha 8, "Nuevos Ministerios". Ali fizemos a baldeação para o trem "cercanías", pegamos a linha C3 com sentido a estação final "El escorial".


Mapa do trem "cercanías"
O trajeto até "El escorial" durou um pouco mais de uma hora. A estação final é pequena e tem apenas um restaurante e uma lanchonete. Fomos num mercadinho que fica próximo, mas meu amigo só tinha uma nota de 50 euros, então a dona disse para trocar na farmácia ao lado. Comprei apenas uma água.

Seguiríamos pela estrada, mas um senhor, morador do local, de uma forma muito simpática, se aproximou, perguntou se iríamos para "El escorial" e sugeriu que seguíssemos por dentro do "Parque y jardines de la casita del principe", que é um lugar arborizado e lindo, mas o calor era absurdo. Saímos vestidos com calça e camisa de manga, uma vez que seguiríamos direto para o aeroporto no início da noite. O local foi construído em 1774 para o Príncipe de Astúrias, futuro Carlos IV.

Madri possibilita inúmeros passeios bate-volta para cidades históricas. Eu mesma já estive em Toledo, Segóvia e Aranjuez A 50 km de Madri fica localizada a cidade de San Lorenzo de El Escorial, que encanta por sua cultura, mas sobretudo pelo Mosteiro de El Escorial, declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 1984.

Em 1558, afetado pela morte do seu pai, Carlos V, Felipe II mandou construir o mosteiro para consolidar a Casa de Áustria na Espanha e preservar a memória da sua família. O obra iniciou em 1563, sendo que em 1567 assumiu o arquiteto Juan de Herrera, conferindo a marca particular: o estilo "herreriano". 

O prédio é gigante e abriga no seu interior o Pátio de Reyes, a Basílica, a Biblioteca (que é linda!!!), o Panteão dos Reis, o Panteão dos Infantes, os Palácios e os Salões Capitulares, entre outros espaços. Há ainda a Pinacoteca e o Museu de Arquitetura. É um monumento que resume as aspirações ideológicas e culturais da "Era de Ouro" espanhola. Pelo que percebi, também funciona uma escola na propriedade.
A biblioteca! Imagem da "Wikipedia"


Nasceu como um mosteiro de monges da ordem de San Jerónimo, mas também foi um palácio para abrigar o rei e sua comitiva. A escola e o seminário completavam a função religiosa do mosteiro. Felipe II viveu da Páscoa até o outono no prédio, especialmente no fim da sua vida. 


Infelizmente não se pode fotografar no interior do mosteiro, apenas nas partes descobertas e jardins. O local é imenso e nos perdemos por diversas vezes, tanto que em alguns momentos nos mandaram voltar para seguir o fluxo corretamente. O ingresso custou 10 euros. Meu amigo disse que gostou mais de visitar "El escorial" que o Louvre. Não é pra tanto, mas pudemos apreciar incontáveis obras de arte dos grandes artistas espanhóis, como El greco, Velázquez, Goya, mas também dos grandes mestres mundiais, como Tiziano, Bosch, Caravaggio.

Não encontramos um local para comer no retorno e estávamos morrendo de fome. No restaurante da estação já não tinha almoço disponível, então fomos num mercadinho chinês. Comprei um sanduíche de ovos e um refrigerante. Meu amigo me infernizou, dizendo que era doida de comer algo com maionese e ovo vindo de um mercado chinês, tanto que o lanche começou a me enjoar e joguei fora. Quando chegamos na estação "Barajas", observamos que faltava 10 minutos para a saída do próximo transfer, que partiria às 20 horas! Não vimos o tempo passar, pois o céu estava claro. Dessa vez seguimos pela avenida principal (Av. de Logroño) e me entristeci por não ter tempo, pois os restaurantes estavam cheios de pessoas comendo tapas e bebendo tinto de verano! 

Chegamos no hotel e faltava 2 minutos para 20h. Pegamos a bagagem e esperamos a van, que estacionou na frente do hotel. Chegamos no aeroporto em 2 minutos. Eu e meu amigo dividimos as reservas, a do Ibis eu fiz, mas usando o cartão dele. O valor já estava pago e quando entrou no aplicativo do cartão, no celular, ainda no aeroporto, notou nova cobrança, no entanto, assim que chegamos no Brasil, enviou um e-mail para o hotel e o valor foi estornado.







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