As belezas de Alagoas: Maceió, Maragogi, São Miguel dos Milagres, Praia do Gunga, Praia do Francês e Barra de São Miguel

No início do ano, minha irmã comentou que tinha uma viagem marcada para Maceió na Semana Santa, de 13 a 17 de abril. Em fevereiro apareceu uma promoção no "Smiles", para minha surpresa, mas confesso que acessei o site sem muita esperança de encontrar passagem para o destino supracitado no feriado, mas, por sorte, achei por apenas 4 mil pontos o trecho! Finalmente conheceria um dos litorais mais estonteantes do Brasil!
São Miguel dos Milagres


Assim que terminei a transação, enviei uma mensagem para minha irmã, informando acerca da compra da passagem e tive que suportar a seguinte resposta "Já reservei o hotel, só falta comprar as passagens". Agora me diga quem reserva hotel sem ter passagem? Ainda mais para viajar em feriado. Uma das minhas certezas é que viajaria sozinha, contudo, em março apareceu outra promoção no "Smiles". Quem disse que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar!? Consegui comprar as passagens com a mesma quantidade de milhas.

Uma semana antes da viagem, minha irmã contratou três passeios: Maragogi + Praia do Francês, Barra de São Miguel, Praia do Gunga + Praia de Tabuba. O último passeio foi trocado por "São Miguel dos Milagres", em razão da indicação do guia no segundo passeio. A empresa escolhida foi "Edvan tur" e as reservas foram feitas via "whatsapp". O serviço foi bom e pontual e os preços são ótimos. Pagamos entre R$35 e R$70 por pessoa.

Nosso voo teria conexão em Guarulhos e só chegaríamos no destino apenas 1:30 da manhã. Seguimos para o Galeão às 17:30 e pegamos um trânsito intenso. Viajar com criança é estar preparado para gastar. Giovana quis comer no McDonald´s, depois quis pipoca da máquina automática. 

Tive a pior experiência da minha vida voando. Pensei que iria morrer em razão de gases. Desde que descobri uma lesão no intestino, tenho notado o problema durante o voo, em razão da mudança na pressão atmosférica, mas dessa vez cheguei no limite da dor. O sofrimento terminou assim que aterrissei, embora tenha ficado com a abdome dolorido. Pensei seriamente em voltar no dia seguinte, de ônibus.

Para nossa alegria e economia, encontramos um carro do "Uber", que chegou em 20 minutos. A corrida custou R$35,00, enquanto o táxi cobra, em média, R$70,00. O motorista comentou que era o primeiro dia dele trabalhando com o aplicativo. Falou sobre a cidade e mostrou medo ao dirigir naquela estrada durante a madrugada.
Vista da janela do hotel

Chegamos no "Meridiano Hotel" por volta das 2:30. O hotel é um bom cinco estrelas localizado na orla de Pajuçara. Cerca de 5 minutos da feira de artesanato. Vários restaurantes ficam próximos ao hotel. O que não encontrei: farmácia e mercado. A joia da hospedagem é a piscina, que tem as laterais transparentes, além da bela vista que o terraço proporciona. Existe o serviço do bar e toalhas. O café da manhã é ótimo, com bolos, frutas, pães, tapioca feita na hora. No hall de entrada todos os dias no período da noite tinha café, água flavorizada e biscoitinhos. Fica ao lado do "Mercure".


Deitamos por volta das 3h, tendo em vista que o dia começaria muito cedo, pois o passeio agendado iniciaria às 7:30. O percurso até Maragogi leva cerca de 3 horas. Tomamos café da manhã, tiramos algumas fotos na piscina do térreo, aguardando o motorista. Ao contrário dos dias seguintes, dessa vez não tivemos guia, pois só havia 8 pessoas na van. No caminho caiu uma chuva torrencial, que cessou assim que chegamos.


Fomos levados para um restaurante/agência de turismo chamado "Tô a toa". O turista não tem outra opção de restaurante. Informaram que deveríamos reservar a comida para que estivesse pronta assim que retornássemos do passeio. Aviso logo: a comida é cara e sem sabor.

Todos têm que pagar mais R$70,00 para a agência que faz o transporte de barco até as piscinas naturais. O aluguel do snorkel custou R$15,00. Oferecem ainda fotos, mergulho, etc. Particularmente não vi nada demais em Maragogi, pode ser que a chuva tenha deixado as águas turvas. Quem conhece Arraial do Cabo sabe o que é mar transparente com peixinhos. E ainda, as piscinas naturais de São Miguel dos Milagres são infinitamente mais bonitas.


Tive uma péssima experiência que contarei a seguir. Estava com o meu celular (na capa pendurada no pescoço) até uma distância de 5 metros do barco, de repente, levantei a cabeça e já não estava comigo. Avisei à tripulação do barco e perguntei se podiam me ajudar. Só disseram que "o barato sai caro", já que minha irmã tinha contratado fotos com um fotógrafo que não era do barco! Total falta de empatia com o cliente! E minha irmã nem sabia que "teria" que contratar o fotógrafo do barco. O celular foi encontrado por alguém, pois procurei no google, só não sei se pela tripulação ou por algum turista. O fato é que vinha nadando com o snorkel e a câmera de ação na mão e filmei uma pessoa com roupa de mergulho passando próximo de mim enquanto o celular flutuava na capa. O cordão não estava arrebentado. A pessoa não era o fotógrafo "pirata" - esse vinha na frente da minha irmã, pois foi ajudá-la quando a maré subiu de repente.

Fiquei devastada. No retorno, quase não consegui comer. Somos reféns da tecnologia! Três postas de peixe com seis camarões custou mais de R$100,00. Ao chegar no hotel, fiz um registro de ocorrência na delegacia online, depois liguei para a operadora para bloquear a linha e o IMEI do celular. 

Tomei banho e fomos conhecer a "Feirinha de Artesanato de Pajuçara". É uma feirinha como várias no nordeste. Muitos bordados, bolsas, saídas de praia, doces. Comprei um bolo de rolo - que adoro. O bom é beber água de coco por R$2,00. Não estava com vontade de comer e retornei pro hotel, enquanto minha irmã foi jantar com minha sobrinha num restaurante na areia da praia.




Acordamos cedo, tomamos café e aguardamos. Fui com Giovana até a orla da praia, que não tem circulação de pessoas. Disseram que o esgoto é despejado ali perto. De repente, observei dois garotos de bicicleta muito interessados na minha câmera. Já não bastava ter perdido o celular? Peguei a mão da minha sobrinha e andei bem rápido. Não temos paz no Brasil...
Pajuçara



Josetânia, a guia, entrou e nos convidou a entrar no ônibus, que já estava cheio. Seguimos para visitar os três destinos do dia: Praia do Francês, Barra de São Miguel + Praia do Gunga. Nos dois primeiros faríamos uma parada de 25 minutos apenas para fotos e no último ficaríamos por mais de 4 horas.

Uma informação interessante que recebemos foi sobre um bordado típico de Alagoas chamado "Filé". Primeiro é construída uma tela de algodão, que será o suporte para receber o bordado colorido.
A saia com fios coloridos é o "filé"

A Praia do Francês fica localizada no município de Marechal Deodoro. Conhecia de fotos, pois meu amigo Carlinhos é alagoano e vive postando imagens dessa praia. Seguimos até o letreiro, tiramos algumas fotos. O mar é bonito, mas a praia é cheia. O nome deriva da época em que os contrabandistas franceses habitavam aquela região. Josetânia comentou que o brasileiro é o único que homenageia quem o roubou.

A próxima parada foi em Barra de São Miguel. Foi dada a possibilidade de seguir para a próxima praia de jangada, R$70,00, mas optamos por continuar no ônibus, como a maioria. 

Ao chegarmos na Praia do Gunga, a guia indicou a "Barraca da Veinha", que vendia comida e bebida e aceitava cartão de crédito. Encontramos diversas opções de entretenimento, mas optamos pelo passeio de buggy, para que Giovana pudesse participar. Cada um paga R$40,00. Minha sobrinha seguiu ao lado do motorista. O passeio foi com muita emoção, pois o carro corria tanto e dava muitos trancos que quase não consegui fotografar a paisagem. A primeira parada foi nas "Falésias do Gunga", que é um paisagem sensacional. Descemos e fomos explorar o local. Em seguida, o motorista nos levou até a "Lagoa do Gunga". 











O mar da Praia do Gunga não é azul, por incrível que pareça. Tem uma coloração amarelada, mas é tranquilo. Segui com Giovana para brincarmos na água, mas não consegui convencê-la a ir num tipo de "banana boat". Minha irmã pediu para o almoço lagosta, iscas de peixe e aipim. A conta ficou em mais de R$200,00. A lagosta estava deliciosa.






No retorno, paramos no mirante e Josetânia perguntou se gostaríamos de visitar uma loja de artesanato com bons preços (Sabor da Terra) e todos concordaram. Geralmente costuma ser uma pegadinha com o turista, mas os preços eram bons e compramos doces, artesanato, etc.


Assim que chegamos, seguimos para apreciar a piscina e paisagem da orla de Maceió. Ficamos dentro d´água até anoitecer. Depois fomos comer pizza num restaurante próximo (Ottimo cuccina espressa). E caminhamos novamente até a feirinha de artesanato, pois minha irmã e sobrinha sofrem com compulsão de comprar.






No Domingo de Páscoa, o hotel ofereceu um café da manhã lindo e temático. Um coelho aguardava no hall e presenteava os hóspedes com um ovo de páscoa. Além dos tradicionais acepipes, ofereceram diversos bolos de chocolate, ovos de páscoa, brigadeiros. 




Dessa vez apareceu um simpático guia peruano para nos buscar. Seguimos rumo ao paraíso conhecido por "São Miguel dos Milagres". O percurso durou cerca de 2 horas, já que a cidade fica ao norte de Maceió. O ônibus se dirigiu ao "Milagres do Toque", que é uma pousada, restaurante e parada para excursões localizada na "Praia do Toque". A estrutura do local é boa e tem banheiros, redes, slackline. Na areia encontramos espreguiçadeiras e cadeiras, além de uma rede no meio do mar.




Assim que chegamos foi sugerido que agendássemos o almoço. O guia falou que o chef de cozinha era mexicano e tinha duas especialidades incríveis. Optamos pela costela suína, que fica marinando por um dia inteiro, com molho de morango. O guia deu duas opções de passeio: buggy e jangada até as piscinas naturais. Fechamos os dois passeios. Informou que São Miguel ainda não vive do turismo, portanto, os motoristas são mecânicos, donas de casa, enquanto os pescadores levam os turistas até as piscinas naturais.


Primeiro aproveitamos o passeio de buggy, que custa R$200,00, podendo ir até 4 pessoas, mas deram desconto e saiu por R$150,00. São Miguel é um lugar simples com casas coloridas, algumas de pau a pique, com um povo tranquilo, que fazia churrasco no Domingo de Páscoa. Subimos até o Mirante Alto do Cruzeiro. A vista é inexplicavelmente maravilhosa! Um imenso mar azul conversando com um mar de coqueiros verdes.









Em seguida visitamos duas praias praticamente desertas: Praia do Patacho e Praia de Lages. O lugar ainda não tem estrutura hoteleira, mas o motorista mostrou duas mansões frequentadas por ricos e famosos que procuram se esconder dos curiosos. Os locais que frequentam as praias, mas não tem aglomeração. Achei a areia um pouco suja.


Voltamos e o pescador já aguardava para nos levar à piscina natural. E finalmente concluí que "São Miguel" era a cereja do bolo da viagem. Ideal para crianças, uma vez que o mar tinha 50 centímetros de altura. Água transparente, com peixinhos, corais, ouriços e até tartaruga. Ficamos ali por mais de uma hora e ninguém nos apressou para voltar. É infinitamente melhor que Maragogi!








Estávamos famintas e degustamos a deliciosa costela suína com molho de morango, acompanhada por feijão tropeiro, arroz de alho, banana chips e suco de graviola.


Naquele dia eu e Giovana ainda fomos até a piscina do hotel, mas não consegui ficar mais de 20 minutos, pois ventava muito. Não quis sair para comer e pedi que minha irmã trouxesse um curau de milho e uma água de coco, tudo por 5 reais. Seguindo a dica da minha irmã, tomei um comprimido de "Simeticona" para evitar gases no dia seguinte.

Na segunda-feira não acordamos tão cedo, depois tomamos café e chamamos o uber. Ao chegar no check-in, a atendente deu a opção de um voo direto, mas que só sairia às 15h (o nosso estava marcado para 11h), no entanto, chegaria uma hora mais cedo no Galeão. Topamos. Pensamos em ir em algum shopping, mas ficava a 20 minutos de carro. 

Infelizmente comi no "Spoleto" do aeroporto e quase morri. Pedi a massa "Al mare", mas o molho estava em falta, logo, perguntaram se poderiam substituir pelo molho "Alfredo" e concordei. Na hora achei o gosto estranho e deixei a metade. Assim que o avião aterrissou estava com vontade de vomitar. Por sorte, consegui chegar ao banheiro. Fiquei uma semana com vômito, febre e diarreia. Tudo o que poderia acontecer negativamente numa viagem aconteceu! Mesmo assim, amo viajar...
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