Estou de volta, Bangkok

Estive na Tailândia em 2013 e fiquei em Bangkok por 5 dias, pois a cidade serviu como base para outros passeios de um dia (Ayutthaya, Kanchanaburi e o mercado flutuante em Ratchaburi). Não pensava em voltar tão cedo, pois tenho curiosidade de conhecer lugares novos - mas admito que o país está no meu top 3. 

Marquei minhas férias e rascunhei dois roteiros. Por incrível que pareça, a passagem para Bangkok estava com o custo inferior que muitos destinos na Europa. E, apesar da cotação do dólar (R$3,30), a passagem comprada saiu quase R$1.000,00 mais barata que da outra vez: R$2.300,00, voando pela Etihad, incluindo a ida e volta do Rio de Janeiro a São Paulo. 


Estava muito claro que queria conhecer Myanmar e Laos, mas os voos diretos são infinitamente mais caros. Ainda tentei ir direto para Chiang Mai, cidade que infelizmente não conheço, pois tinha essa opção na KLM e Air France, mas acabei desistindo em razão da majoração dos valores.

Apesar das monções, iria em setembro (já estive no Sudeste Asiático entre outubro e novembro), mas achei que não prejudicaria meus planos, pois visitaria cidades ao norte, que sofrem menos com as chuvas.

Tive menos de 1 mês para organizar o meu roteiro, pedir visto (Myanmar), comprar as passagens internas e reservar os hotéis. Durante a elaboração, descobri que não tem voo entre Myanmar e Laos por questões diplomáticas, novamente pensei em colocar Chiang Mai (Tailândia) entre os dois países, mas não tinha voos diários e poderia acabar complicando - tinha poucos dias de férias.

Durante o voo, atendendo ao pedido de um chinês, troquei de lugar para a poltrona imediatamente atrás da minha (fui feliz, pois o amigo estava com um cheiro terrível) e comecei a conversar com o casal ao lado, que também seguiria para Bangkok. 

Como contando no post anterior, sobre os transportes para sair e chegar nos aeroportos de Bangkok, uma das minhas preocupações é como sair do aeroporto, e, de preferência, opto pela forma mais econômica.

Na chegada, em razão das inúmeras horas e de voo e mudança de fuso horário (saí 26 de setembro e cheguei 28), tinha analisado 3 possibilidades para sair do aeroporto: táxi, trem do aeroporto (Airport Rail Link) + táxi ou trem do aeroporto+ Sky Train+ Barco. 

O táxi, em tese, é barato, mas os taxistas insistem em não ligar o taxímetro, que pode ser uma dor de cabeça para o viajante. Da outra vez cobraram 700 baht, 400 baht e até 280 baht (para ter ideia da variação). Hoje em dia tem a opção do Uber (no aeroporto tem wi-fi grátis), mas li num fórum que independente do valor (o aplicativo mostrava 395 baht), a corrida sempre daria 1.000 baht (teria que confirmar pra saber se é verdade).

Decerto, se não tivesse encontrado outras pessoas para dividir o custo, teria pego o Airport Rail Link, mas decidi dividir o táxi com o casal mineiro. Na outra vez, lembro que os taxistas não aceitaram levar 4 pessoas, então nos dividimos e fomos 2 em cada carro, mas o valor foi fechado antes. Agora, ao que parece, o valor é sempre pelo taxímetro.

Lívia e Victor, que passariam 15 dias apenas na Tailândia, compraram o simcard para 15 dias por 62 reais. Existem algumas opções com valores distintos, mas optaram por um plano ilimitado. Achei incrível existir essa opção, pois o whatsapp continua funcionando com seu número anterior, apesar da mudança do cartão, só não comprei porque não ficaria apenas em um país. Lívia me contou que o sinal é bom e funcionou até mesmo dentro do trem que pegou para Chiang Mai.

Caminhamos para a fila que fica do lado de fora do aeroporto (basta seguir as placas). O primeiro taxista disse que não pararia em dois hotéis (ambos na região da Khao San Road). O segundo aceitou, inclusive não reclamou do taxímetro, mas é lógico que estava adulterado, pois deu 800 baht (1 real = 10 baht), quando o normal seria 400 baht. Tem ainda 75 baht de pedágio e 50 baht de taxa para sair de qualquer aeroporto. No fim, não foi uma opção ruim, contudo, não cogitei pegar qualquer táxi posteriormente, pois com certeza aprenderam alguma técnica para acelerar a quilometragem.

Seguindo a mesma lógica da última viagem, preferi ficar na região da Khao San Road (reduto dos mochileiros) no meu primeiro dia em Bangkok (totalizando 4 dias, entre idas e vindas de outros destinos). O hotel escolhido foi o Rambuttri Village Inn & Plaza. Tem uma excelente relação custo-benefício. É um hotel barato com a opção de quarto individual (raro de encontrar), diárias a partir de 69 reais. Um achado. Reservei o quarto individual deluxe, pois tinha lido que a opção mais barata não era tão boa, por R$92,50, com café da manhã (nem pude provar, como contarei a seguir).

Em 2013 fiquei num hotel melhor avaliado na mesma região (Tara Place), no entanto, mais distante dos pontos turísticos. O Rambuttri tem duas piscinas, restaurante, 2 agências de turismo, uma loja 7 eleven (vende de tudo um pouco). E fica na rua Soi Rambuttri, muito mais charmosa que a Khao San Road.


No campo reservado para pedidos especiais no site hoteis.com (prefiro pagar as diárias antecipadamente e parcelo), solicitei ao hotel que me deixasse fazer o early check-in. Cheguei por volta das 09:45 no hall e, contrariando alguns relatos, fui muito bem atendida. Tive que deixar 1.000 baht (1 baht = 10 reais) de depósito (praticamente todos os hotéis na Tailândia pedem depósito) e prontamente fui levada para o meu quarto. Antes das 10h! Sendo que o check-in só ocorreria às 14h. Fiquei muito agradecida. Esse gesto significa muito para quem viajou por mais de 20 horas para chegar num destino.
O quarto tinha cama grande, wi-fi funcionando perfeitamente, frigobar com 2 garrafas de água, banheiro (não tem cortina e molha tudo), ar-condicionado. Tirei os meus sapatos e me estiquei até criar coragem para tomar o meu banho e partir para conhecer algumas atrações. Saí por volta do meio-dia. Não tinha mapa no hotel (esqueci de pegar no aeroporto), mas um senhor me deu algumas coordenadas. Por algum motivo desconhecido não consegui baixar o mapa no google maps, para acessá-lo offline. Perguntei na agência se tinham mapa e o cara queria 50 baht, na 7 eleven custava 120. Fui andando e quando vi, já estava numa aérea que recordava, perto dos templos. 

Entrei no local de atendimento aos turistas e peguei o mapa. Em 3 minutos estava no The National Museum of Bangkok (museu nacional), que está localizado no Palace of the front ou "Wang Na", que foi construído em 1782. Era residência dos vice-reis, depois da morte de Wichaichan, o palácio foi abandonado. Em 1887 o rei decidiu mudar o "Royal museum" para aquele local. Em 1926 foi convertido em museu nacional.


O ingresso custou 200 baht. São diversas galerias: Thai handicrafts, Thai history, Thai Art History, historic monuments, The red house, Royal funeral chariots, etc. O calor na cidade era infernal e, as salas não tinham ar-condicionado, mas já fiquei feliz com a sombra. Vaguei por 2 horas no museu (para ver tudo pormenorizadamente é necessário mais tempo).
 


Depois segui para conhecer o Grand Palace (Grande Palácio) e The Emerald Buddha (famoso Buda de esmeralda) no Wat Phra Kaeo. No caminho, aproveitei para saciar minha sede com um refresco de romã, que adoro. 
Tinha iniciado uma visita ao grande palácio em 2013, mas desisti quando vi o preço do ingresso (500 baht). Dessa vez, como já conhecia muitos pontos turísticos de Bangkok, decidi pagar pelo ticket. A entrada do Palácio Real (onde morava o rei - que morreu um dia após meu retorno ao Brasil em outubro de 2016) está sempre lotada de turistas. Um aviso importante: é preciso estar com as pernas e ombros cobertos. Alguns fiscais ficam na entrada, olhando os visitantes para ver se estão de acordo com as regras.
Tuktuk na frente do Grand Palace

Muitos turistas

Levei uma calça na bolsa e coloquei na rua, antes de entrar no palácio. Segui para a bilheteria e paguei os 500 baht - o bilhete inclui o grande palácio e o templo do Buda de esmeralda. O lugar tem uma arquitetura maravilhosa. São milhares de pessoas fazendo selfies, fica até difícil pedir para alguém tirar sua foto. Caminhei sob aquele sol para conhecer a imensa estrutura. 

 



Existe uma fila para entrar no Wat Phra Kaeo. Seguindo o hábito budista, todos deixam os chinelos e sapatos do lado de fora do templo. Não existe certeza sobre a época e local em que o Buda de Esmeralda foi esculpido, mas é provável que no norte do país por volta do século VX, no entanto, a imagem se parece muito com algumas encontradas no Sri Lanka e no sul da Índia, em razão da postura de meditação. O objeto tem aproximadamente 66 centímetros e foi esculpido em uma única pedra de jade. Apenas o rei pode tocá-la.


O Buda de esmeralda, fotografado do lado de fora do templo, pois a fotografia é proibida no interior
Antes de entrar no templo as pessoas pegavam a água com o botão da flor de lótus e se molhavam

Na saída, já faminta, desisti do meu plano ambicioso de conhecer naquele dia 3 pontos turísticos ainda desconhecidos: The Golden Mount (Wat Saket), Flower Market (Pak Klong Talad) e Banglamphu Market (mercado de pulgas). O lado bom é que tenho alguns lugares para conhecer da próxima vez que aportar em Bangkok. Também pretendia comprar uma câmera mirrorless no shopping MBK, pois os preços são melhores que no Brasil e tem uma grande variedade, mas fiquei com preguiça (e me arrependo).

Era quase 17h horas, ainda não tinha almoçado (só comi melancia na porta do Grande Palácio) e o tempo ficou nublado (mas não choveu). Estava cega de fome e caminhei até as proximidades do hotel. Assim que vi uma placa oferecendo "Pad Thai" (o famoso macarrão de arroz com ovos, legumes) e uma cadeira, me sentei. Confio e aprecio a culinária de rua tailandesa. A barraca de rua do outro lado cobrava 60 baht por um pad thai, nesse bar custava 30 baht (risos). Pedi ainda um suco de melancia por 25 baht. Nada como almoçar muito bem por apenas R$5,50! O pad thai chegou quentinho e estava delicioso. A porção era tão generosa que não consegui comer tudo.
Amo Pad Thai

Segui em direção ao hotel para descansar, mas antes passei no terraço para ver a piscina. Estava cansada e preferi ir pro quarto e ficar no ar-condicionado por alguns minutos. Tomei um outro banho (não tem como ficar elegante num lugar tão abafado) e fui andar na Soi Rambuttri. Muitas lojas, barracas, restaurantes, estabelecimentos para fazer massagem (tem o melhor preço da cidade, 150 baht por meia-hora, em média). Retornei à barulhenta Khao San Road. Se da outra vez tinha amado a rua, dessa vez me senti deslocada. Deve ser a idade...

Nada melhor que aproveitar a surpreendente comida de rua de Bangkok. Comprei 3 "spring rolls" vegetarianos por 60 baht. Tomei um suco por 30 baht. Queria ter mais apetite para aproveitar todas as iguarias.


Khao San Road
Soi Rambuttri

Thai Massage


Estava contando com um gasto de 1.000 baht para ir para o aeroporto pela manhã, mas de repente vi várias barracas e placas vendendo passagem de van para os dois aeroportos. Observei que só tinha saída de 2 em 2 horas para o Don Muang, de onde partiria meu voo para Mandalay. Começando 6 da manhã. O melhor horário para mim seria 7h, já que o café da manhã começava 6h. Resolvi andar para ver se existia outras vans com outros valores. Quando voltei na barraca em frente ao hotel, não tinha mais disponibilidade, a vendedora nem ligou para saber. Já passava de meia-noite e saí da Rambuttri em direção a Khao San, quando entrei numa agência turística (Badaka 99, que funciona 24 horas) e tinha disponibilidade, por 150 baht = 15 reais! 

Quando deixei o hotel, por volta das 5:40h da manhã (infelizmente antes do café da manhã), ainda escuro, a maioria dos bares ainda estavam abertos numa quarta-feira! Bangkok é a verdadeira cidade que nunca dorme, embora digam isso sobre Nova York. A barraca que vendia passagem pro aeroporto, localizada na frente do hotel, estava fechada, logo, concluí que ter comprado na agência foi melhor. Caminhei com a mala e logo apareceram taxistas. Atravessei e entrei na agência. Pude observar que também é um hostel, pois pareceram umas 3 viajantes (mulheres viajando sozinhas) vindas do segundo andar. A van chegou pontualmente e ficou cheia. Passou por uns 4 hostels para recolher alguns passageiros e em menos de 1 hora estávamos no Aeroporto Don Muang.

Meu voo para Mandalay sairia apenas 10:50h, logo, tive longas horas sem fazer nada. O aeroporto tem internet grátis e aproveitei para postar algumas fotos no Instagram. Segui para o McDonalds para tomar café e achei o preço absurdo: 180 baht por um pão com ovo e um cappuccino.
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