Paris, 1ª parte

De repente, me ocorreu que jamais escrevi sobre minha viagem a Paris, em 2012. Não sei mencionar o motivo, admito que não é um dos destinos que me deixaram apaixonada, mas não posso negar que foram 5 dias de embate com obras incríveis em alguns dos melhores museus do mundo.


Enquanto pesquisava hospedagem, uma amiga francesa (namorada de um colega do trabalho, na época), entrou em contato com duas amigas, perguntando sobre a possibilidade de alguém me hospedar. Uma ofereceu o sofá e a outra poderia me alugar o apartamento por um preço irrisório, 100 euros por 5 dias! Fiquei balançada com a proposta, mas meu voo chegaria às 8h e ela só poderia me entregar as chaves às 18h. Essa amiga disse que eu poderia deixar minhas malas na casa da mãe dela. Pensei bem e resolvei gastar um pouco mais e ficar em um hotel no Quartier Latin: Hotel Excelsior Latin.

Voei pela Air France e não tenho qualquer reclamação. Foi pontual e o serviço é excelente. Das companhias aéreas que já utilizei, considero a Air France e a KLM duas das melhores para viajar para Europa. Uma das coisas que me agradam é a presença de uma área de lanches no fim da aeronave, sem ter que solicitar à aeromoça, e ainda, permitem o "stopover" sem custo em Paris e Amsterdã, respectivamente.

O hotel supracitado foi a melhor relação custo-benefício que encontrei. Cobrava cerca de 120 euros pelo quarto individual. A localização era ótima, que me permitiu visitar muitos lugares caminhando. E o melhor de tudo, ficava a 200 metros dos Jardins de Luxemburgo, onde está localizada a estação "Luxembourg", do "RER B" (o mapa pode ser visualizado aqui), linha do trem que sai do aeroporto. Significava que não precisaria fazer qualquer baldeação para chegar no destino final.


Caminho da estação de trem até o hotel

Enviei um e-mail ao hotel e me informaram que o transfer custava 30 euros, que solicitei. O pagamento seria na hora. Perguntei como entraria em contato com o motorista e me falaram que bastava pedir no atendimento ao cliente, no aeroporto.

Assim que cheguei e passei na imigração, segui para o setor de informações, contudo, não fizeram a ligação, disseram que bastava comprar um cartão com créditos no jornaleiro. Comprei um cartão por 8 euros. E quem disse que encontrava wi-fi (na época, não usava o Skype)? Ou seja, sem opção, segui para o trem, que foi bem prático. O lado negativo: descer as escadas com a mala no colo, pois não tem elevador ou escada rolante. Na chegada da estação Luxembourg, me deparei com 3 andares de escadas. 

Tenho que destacar minha maior dificuldade na cidade: o frio. Era meados de abril, ou seja, primavera. Imaginava encontrar 11/15 graus. E encontrei 2 graus, embora o dia estivesse ensolarado. Senti muito frio, pois meus casacos não estavam me aquecendo com aquela temperatura.

Cheguei no hotel por volta das 10h. A dona (era um estabelecimento familiar) ficou aparentemente brava, já que não tinha encontrado o motorista. Expliquei o que aconteceu e pedi desculpas. Disse que poderia colocar a mala no quarto, mas avisou que a arrumadeira estava lá, que eu voltasse às 11 horas (o check-in antecipado é sempre agradável).



Olhei o mapa e segui para a atração mais próxima do hotel: o Panteão de Paris, que é uma construção no estilo Neoclássico, encomendada por Luís XV em 1794. É uma atração sem hordas de turistas dentro e fora.








Não pensei duas vezes e comprei o "Paris Museum Pass" para 4 dias e foi a melhor coisa que fiz! Recomendo a todos que queiram visitar vários museus. Existem 3 opções: 2, 4 e 6 dias. Na maioria das atrações, o portador do passe tem entrada preferencial, ou seja, não fica na fila. Pude "furar" fila no Louvre, Musée d´Orsay, Musée l´Orangerie, entre outros. E as filas são imensas...


Utilizando o Paris Museum Pass, visitei os seguintes museus e monumentos: Louvre, Arco do Triunfo, Panteão, Centre Pompidou (2 vezes), Musée du quai Branly, Musée de Cluny, Musée l´Orangerie, Musée d´Orsay, Musée Rodin, Versailles.

Retornei ao hotel, tomei um banho e fui procurar um restaurante, nas redondezas, para almoçar. Entrei no "Au Petit Suisse", que era bem avaliado. Os preços eram bons para Paris, digo, uma refeição na faixa de 17 euros. Pedi lasanha de carne e um suco de laranja. Não fiquei muito satisfeita porque a lasanha praticamente não tinha massa e o suco de laranja era industrializado e amargava.



Depois do almoço, caminhei até a Catedral de Notre-Dame de Paris (Quem não lembra do clássico da Disney inspirado no livro de Victor Hugo?). A igreja construída (1163-1345) no estilo gótico é estonteante. Todos os detalhes devem ser absorvidos: as rosáceas, a fachada, o interior, a nave.








Saindo da catedral, caminhei pelas margens do Sena, passei na Pont Neuf, Pont des Arts (aquela cheia de cadeados de amor, que constantemente são retirados) e finalmente cheguei no museu mais famoso do mundo: o Louvre.

Pont Neuf


Pont des Arts




No Louvre já consegui utilizar o benefício do Paris Museum Pass, pois não é necessário ficar na fila. Peguei o folder com o mapa do museu, pois é tão grande que é indispensável para conseguir se localizar. Como todos sabem, precisaria de uma semana para ver todas as obras expostas, então, obviamente optei por algumas salas e obras mais célebres da História da Arte. O fato do museu ser imenso e excessivamente cheio me incomodou, não dava para desfrutar as obras como gostaria. 




No Louvre

O Arco do Triunfo do Carrossel, construído por Napoleão

Com a Vitória de Samotrácia, deusa grega Nice, 220 a.C.

A mais procurada do museu: a Monalisa.
A Vênus de Milo

O Louvre tem o maior acervo de Arte Egípcia do mundo!


Retornei por volta das 17:30h e aproveitei para passar no supermercado Monoprix, localizado no Boulevard Saint-Michel (retornei àquele mercado todos os dias). O frio já tinha tomado conta de mim e tinha certeza que não sairia mais do hotel naquele dia, pois começou a chuviscar. Comprei vinhos, suco de laranja, baguete, Saucisson (parece salame, mas o sabor é diferente) e queijos.

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