I´m back, NYC


Estive em Nova York, pela primeira vez, em setembro de 2009. Naquela época, comprei o dólar por R$1,60, portanto, a diversão estava garantida. Optei por fazer tudo o que podia. Visitei o MoMA, Gugg, Frick Collection, Met, American Museum of Natural History, fui ao Empire State Building, Estátua da Liberdade, no show da Britney Spears no Madison Square Garden, assisti 2 peças na Broadway (Hair e Chicago) e ainda estive, algumas vezes, na Century 21. 
Graffiti do brasileiro Kobra no High Line

 
Não pensava em retornar a NYC tão cedo, pois tenho curiosidade por diversas cidades no mundo e admito que não gosto de voltar em algum lugar que já estive (risos), mas meu amigo, Leo, sugeriu que assistíssemos a “Rebel Heart Tour”, da Madonna, em solo norte-americano. Em 2013 renovei o visto dos EUA, então, não teria nenhum impedimento.

É claro que em 5 dias que estive na cidade só conheci o básico, pois NYC tem inúmeras atrações, então teria uma oportunidade de passar uma semana e visitar o que não conheci anteriormente. 

Convencida que deveria assistir Madonna (parece que a turnê não virá ao Brasil), elaborei um roteiro que incluía lugares que não conhecia, em dias de gratuidade, quando era pago, tentando fugir do dólar a 4 reais!

Comprei a passagem na United Airlines, que, naquele momento, estava mais barata (R$1.500), mas depois apareceram passagens pelo mesmo preço em diversas companhias aéreas.

A United Airlines, no que tange aos programas de milhagem, está associada à Azul. É preciso ter um cadastro prévio no site da segunda empresa, e, no momento da compra, indicar o número. Ganhei 6 mil milhas, mas parece que não dá para fazer nada com tal quantia. Voando TAM ou AA teria ganhado 10 mil no multiplus, que seria muito mais vantajoso.

Como tinha voado AA no dia anterior, posso dizer que a United tem um serviço muito aquém da outra companhia. Cheguei no Rio, vindo do México, um dia antes da viagem para NY. Estava exausta de tantas horas de voo. A comida era péssima. Foi impossível comer qualquer alimento servido, mas a equipe era bem atenciosa. A imigração foi realizada em Houston. A fila estava imensa e só tinha 1 hora para fazer todo o processo e despachar minha mala novamente. Pensei que o tempo seria insuficiente.

O agente da imigração foi bem simpático, falou em inglês (em Miami sempre falam em espanhol) e perguntou o que faria em Nova Iorque. Depois que carimbou, levou um susto ao ver que tinha estado nos EUA no dia anterior e novamente havia retornado. Expliquei que viajei para o México com conexão em Miami. Depois corri para pegar a mala, passar no raio-X, despachar a mala. E fui a última a entrar no avião!

NYC tem 3 aeroportos: JFK, Newark (fica em Nova Jersey) e La Guardia (voos domésticos). Optei pelo La Guardia, uma vez que é o aeroporto mais próximo de Manhattan. Pró: pensei na volta, se precisasse pegar táxi, o valor seria menor. Contra: o aeroporto parece uma rodoviária e não tem acesso via trem ou metrô.

Cheguei no La Guardia por volta das 11:50h e tinha duas opções baratas para sair do aeroporto: ônibus ou shuttle. O ônibus custava um pouco menos, mas deixava na Penn Station (tem outras opções de parada). O hotel ficava próximo àquela estação, mas descer na porta do hotel, por apenas 2 dólares a mais, era muito melhor.

Na saída existem alguns guichês com agentes habilitados a pedir o shuttle (se pedir pela internet o valor é inferior, mas teria que saber o horário com precisão). Da outra vez fui de Supershuttle, dessa vez fui de Go Airlink. A passagem custou 17,42 dólares, que paguei diretamente ao motorista. Levou cerca de 30 minutos para aparecer a van que me levaria. O motorista colocou minha mala no bagageiro e sentei ao lado dele. A van estava cheia. Em 20 minutos estava na porta do hotel. Fui a primeira a descer.  
O hotel escolhido foi o Heral Square Hotel (19 West 31st Street), em Korea Town. O check-in só iniciaria às 15h, portanto, deixei minha mala numa sala, pedi a chave do banheiro, coloquei a lente, lavei o rosto e segui para o Wendy´s (ganhei 6 quilos em uma semana com a gastronomia escolhida), que tem um lanche por 8 dólares. 
Lanche da Wendy´s
Minha irmã fez uma lista de compras, então, para gastar o tempo, segui para a Century 21 (paraíso de compras próximo ao WTC, 22 Cortlandt Street). Desci na estação da 34 St, comprei o Metrocard para 1 semana (escolha>metrocard>get new card>unlimited ride>7 days), que custou 32 dólares. Aquela máquina não aceitava notas, apenas cartão e não pediu senha, apenas o cep (zip code). 
Na loja, depois de 2 horas escolhendo o que ela queria, meu cartão de crédito simplesmente não passou. Liguei para a instituição financeira (o funcionário me deu a senha do wi-fi e eu tinha colocado créditos no Skype), depois de aguardar 20 minutos, a atendente disse que não estava me ouvindo e desligou! Os cartões da CAIXA nunca funcionam no exterior, apesar de informar sobre a viagem dias antes. No ano anterior processei e ganhei a causa. Logo no meu primeiro dia tive que gastar 400 dólares! Foi 1/3 do dinheiro em espécie que tinha comigo. O acontecimento me deixou tensa, pois teria que tentar resolver a questão. 

Voltei para o hotel e cheguei por volta das 18h. Subi e encontrei o meu amigo, que já tinha chegado. Nos abraçamos e conversamos, pois não nos víamos desde maio. Ele estava exausto, pois esteve no show da Madonna no dia anterior, em Washington.

Sobre o hotel, era muito bem localizado, mas, pelo preço cobrado, estava muito velho, com carpete empoeirado, o quarto não tinha muito espaço e o banheiro, embora reformado, não era prático. 

Depois de tomar um banho, seguimos caminhando até Rockefeller Center e depois pela Times Square. A Times Square estava em obra e muito tumultuada, além de ter inúmeras carroças de comida e gente vendendo bolsas falsificadas, parecia Madureira. Da outra vez me hospedei naquele quarteirão e não era assim.Também entramos na loja da Disney, pois anteriormente ficava na 5ª avenida.
 
Disney Store

No dia seguinte, passava de meio-dia quando saímos do hotel, paramos na Bread & Butter (303 5th b/t 31st St & 32nd St) e almoçamos. A comida é muito boa, mas é cara, como tudo com a cotação do dólar. O meu almoço custou 15 dólares e devia ter 150 gramas. Só de pensar em pagar 60 reais num pratinho de comida num restaurante coreano dá vontade de chorar. 
O primeiro passeio do dia seria para o The Cloisters (museu medieval que pertence ao MET), que fica no Bronx. Assim como no Metropolitan, o preço do museu é sugerido. Pode pagar apenas 1 dólar. Descemos na estação da rua 190th e pegamos um elevador de filme de terror para sair, a estação tinha ratazanas do meu tamanho.    



Poderíamos pegar o ônibus M4, mas preferimos seguir caminhando pelo Fort Tryon Park e foi uma grata surpresa. Ninguém diz que está na ilha de Manhattan. O parque é muito verde, com um rio e pessoas locais pegando sol. Praticamente não vimos turistas.   



O museu é muito interessante, mas todas as peças foram extraídas de lugares na Europa. Se pensarmos em pinturas, não nos causa espanto, mas quando retiram colunas inteiras, me leva a questionar se não pertencem apenas aos países em que foram edificadas.

De lá partimos para o High Line Park, um parque suspenso construído, em 2009, sobre uma ferrovia desativada, no bairro do Chelsea. Admito que tinha uma expectativa que o parque fosse incrível. É uma experiência muito interessante, pois muitos prédios com uma arquitetura contemporânea foram construídos ao lado, mas o passeio em si é confuso em razão da aglomeração de pessoas num espaço estreito. E, na época que fui, as plantas mais pareciam um matagal, sem flores ornamentais. 



Matagal


Descemos as escadarias e entramos no Chelsea Market, que é um mix de praça de alimentação, shopping center e escritórios localizados no bairro do Chelsea. Caminhamos, olhamos a livraria, algumas lojas e os restaurantes, mas não comemos nada por lá. 


 
Retornamos ao hotel, pois tínhamos agendado um jantar no Eataly com Carol e Wendel, amigos do Rio que também estavam em NYC para assistir ao show. Chegamos no restaurante e tivemos que esperar cerca de uma hora para podermos sentar. O empresário da Madonna, Guy Oseary, passou ao nosso lado. Ouvia falar do restaurante, principalmente após a comoção na inauguração da filial paulista. O restaurante tem várias seções, de peixes, massas, sorvetes e cada produto só pode ser pago no próprio setor. Primeiro comemos focaccia e depois optamos por massa com vinho. O preço não foi absurdo, apesar de odiar serviços que tenham gorjeta de 20% (costume nos EUA, exceto para lanchonetes "fast-food").  



 


Tinha lido que na segunda-feira teria apresentação de “Bob the drag queen” (que provavelmente estará na próxima temporada do meu programa preferido: Rupaul´s drag race) no Barracuda (275 W. 22nd St.). Seguimos andando por uns 15 minutos. A boate não tem nada escrito na fachada, mas o Wendel reconheceu o lugar. Tinha apenas um leão de chácara na porta. Bastou apresentamos a identidade, pois a casa não cobra ingresso. As bebidas custavam, em média, 6 dólares. O lugar tinha sofás e cadeiras, onde sentamos. A única coisa estranha é ter um banheiro unissex sem porta para o mictório. Eu entrei e já dei de cara com um homem urinando. Já estive em boate com um banheiro, mas havia uma proteção também conhecida como porta. O show é muito bom, embora tenha começado tarde. Bob é hilário. O cachê advém dos dólares que são colocados na roupa da drag. Não ficamos até o fim, pois todos estavam sonolentos. Pegamos um táxi e voltamos pro hotel. 



Share:

0 comentários:

Translate

Instagram

Publicidade

Booking.com

Marcadores