Abu Dhabi, a capital dos Emirados Árabes Unidos


Em razão do atraso da Etihad Airways, em São Paulo, chegamos a Abu Dhabi por volta das 23h, embora a chegada estivesse prevista para 19h.

Assim que pisamos em solo árabe, Danilo me abraçou e fiz questão de lembrá-lo que, provavelmente, aquele tipo de demonstração de afeto não seria permitido. Rimos muito.

Antes de passar pelo controle de imigração, a pessoa deve caminhar para uma sala e pegar o carimbo no visto que recebeu por e-mail. O policial também faz um registro fotográfico. Depois, basta apresentar o passaporte e o visto. Sem perguntas.

É impressionante a opulência daquele país: logo na saída nos deparamos com um Porsche de ouro. E, para quem está pela primeira vez no Oriente Médio, a estranha sensação de ver os trajes típicos – principalmente mulheres de vestes pretas com os rostos cobertos (niqab) – embora predominantes na península arábica, também podem ser vistos em outros países muçulmanos.


Fila de táxi no aeroporto
Os táxis ficam do lado de fora do aeroporto e operam com uma tarifa distinta dos táxis dentro da cidade (que são bem mais baratos). E um detalhe: todos os carros são Mercedes-Benz pretos modelo minivan. A corrida até o hotel Hyatt Capital Gate saiu por uns R$50,00 (15 minutos). Existe uma placa no interior dos táxis: só devem funcionar com o taxímetro, caso contrário, o passageiro não precisa pagar. Funciona. São honestos (coisa rara para uma categoria tão desonesta). A moeda dos EAU é o Dirham.
 
Dirham
Embora não tenha sido nossa primeira opção, o hotel Hyatt Capital Gate está registrado no Guinness Book por ser a construção mais inclinada do mundo! A Torre de Pisa tem 4 graus enquanto o Hyatt tem 18º de inclinação!

Lá fomos nós para o check-in com o português Antonio. Não tivemos como mudar os quartos escolhidos pela agência vinculada a Etihad, que era com cama de casal e banheiro transparente! Segundo o funcionário, o hotel estava com a lotação máxima em razão da semana da corrida de Fórmula 1.


As instalações são realmente bonitas, de acordo com as 5 estrelas que o hotel ostenta. O quarto era bem bonito, mas meu amigo, que já se hospedou em outros hotéis da rede, disse que ficava aquém de outros.
Tâmaras e chá na recepção

O café da manhã é servido no 18ª andar, próximo à recepção. Pode apreciar a refeição dentro do restaurante ou na área aberta com vista da cidade. Existe uma multiplicidade de opções no café, mas tudo muito requintado, que, sinceramente, não me agrada. As frutas ficavam numa vitrine (talvez tenham valores elevados por lá).

No dia anterior, mesmo cansados, agendamos um daytour em Dubai (fica a 1 hora da capital), que nos buscou por volta das 8 horas e nos trouxe às 18 horas. Na chegada, aproveitamos a piscina aquecida (descemos no elevador só de roupão, pra causar! Hahah).

 
Decidimos fazer uma visita noturna à grande joia de Abu Dhabi: Sheikh Zayed Grand Mosque (http://www.szgmc.ae/en/). Uma enorme mesquita (a 8ª maior do mundo) toda feita de mármore (Carrara e de outras regiões). A construção apresenta o maior tapete persa do mundo e os lustres possuem milhões de cristais Swarovski.






O maior tapete persa do mundo. Os sapatos devem ficar do lado de fora.
 
Assim que chegamos, ao tirar uma foto, fui advertida que deveria colocar a roupa coberta. Estava de vestido até os pés, todavia, só é permitida a entrada de mulheres com a cabeça e braços cobertos. No subsolo, existe uma área de empréstimo da abaya. É necessário apresentar uma identidade, que não tinha levado, mas meu amigo tinha e serviu. As abayas são usadas apenas uma única vez e estavam cheirosas.

Não foi minha primeira visita a um país muçulmano, mas a primeira a uma mesquita. É um cenário lindo. As piscinas que circundam a mesquita refletiam seus traços e criavam um quadro belíssimo. O interior é grandioso e pictórico.

Após a visita, pegamos um táxi e pedimos que nos deixassem em um restaurante Lebanese Flower (http://lebaneseflowerrestaurant.net/). Antes da viagem, pesquisei que os restaurantes dos hotéis eram bastante caros, portanto, verifiquei o melhor custo-benefício. O taxista não sabia exatamente onde era, mas acabou encontrando. Comemos apenas uma salada, kibe e homus com pão árabe. Custou uns R$35,00.




No dia seguinte, visitamos o hotel mais luxuoso de Abu Dhabi (7 estrelas): Emirates Palace. A entrada no hotel é gratuita. Podemos visitar o hall de entrada, as lojas, o pátio e os banheiros das áreas públicas.





 

Tentamos caminhar até o souk (mercado), mas a cidade não é feita para pedestres. Acabamos não indo à praia - corniche. Pegamos um táxi e chegamos no mercado, que mais parecia um shopping. Tudo muito artificial se comparado a um souk marroquino, por exemplo.





Depois seguimos, de táxi, até a Ferrari World, que ficava distante. Chegamos lá apenas às 16:30. Danilo não quis entrar por achar muito caro (U$70,00) e acabei desistindo, pois já estava tarde e nosso voo sairia naquele mesmo dia. Estava lotado, em razão da final da Fórmula 1, que ocorreria na mesma semana a metros do parque. Lá é possível encontrar a montanha-russsa mais rápida do mundo: Formula Rossa.


Por sorte, voltamos ao hotel com tempo. As cercanias do hotel estavam fechadas pelo exército - com tanques e tudo mais (depois descobrimos que estavam ensaiando, a partir daquele dia, todos os dias, para o dia 2 de dezembro, Dia Nacional). Nenhum carro entrava ou saía! O táxi rodou e tentou nos deixar o mais próximo possível. Andamos cerca de 1km e ainda tivemos que convencer que estávamos hospedados lá. Chegando no hotel, simplesmente não havia a possibilidade de pegarmos táxi! Comunicamos que nosso voo sairia dentro de algumas horas e não poderíamos ficar “presos” no hotel. Depois alvoroço, nos informaram que o gerente do hotel nos levaria. Subimos por uma área restrita e o gerente seguiu conosco e não poderia voltar, naquele dia, para o trabalho! Pediu desculpas e disse que não foram informados e perderam vários hóspedes que viriam para final da Fórmula 1. Sempre existe um lado positivo: não tivemos que pagar a corrida.

Como estava acompanha por um homem, não tive qualquer dificuldade, embora nenhum homem local falasse diretamente comigo. Mesmo nas vezes que paguei ao motorista, o troco foi devolvido ao meu amigo.

Os Emirados Árabes Unidos foram criados apenas em 1971, portanto, é um país ainda sem uma forte identidade. Se comparado a outros países árabes, é infinitamente mais liberal, uma vez que um percentual pequeno é de origem muçulmana. Existem muitos estrangeiros e são respeitados. Tentei me vestir de acordo com os padrões morais (risos). Em breve, Abu Dhabi terá dois grandes museus: Louvre (http://louvreabudhabi.ae/en/Pages/home.aspx) e Guggenheim (http://www.guggenheim.org/abu-dhabi) e será imperdível.

Não viajaria apenas para Dubai ou Abu Dhabi para passar férias, mas recomendo um stopover de alguns – poucos – dias.

Documentário no canal Natgeo sobre a construção da mesquita:


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