2 dias em Barcelona

Pretendia ficar quatro dias em Barcelona, no entanto, na hora de procurar passagens para Marrakech só encontrei, por um preço justo (e muito mais caro que o habitual), para dois dias após minha chegada. Pensei "Ok, deixarei os museus para uma próxima visita". 

Voei pela Iberia numa ótima promoção, R$1.500,00 (com taxas), fazendo conexão em Madri (a imigração nem olhou para mim), chegando em Barcelona por volta das 12:30. Embora sem muito crédito nos blogs, o voo da companhia aérea espanhola foi tranquilo, mas o avião era um Airbus antigo, sem entretenimento individual. Os comissários não são tão atenciosos, mas valeu pelo preço e voltaria a utilizar o serviço.

Minha primeira pesquisa quando vou viajar é: como sair do aeroporto. Optei pelo ônibus em detrimento do trem. O "aerobús" fica no andar abaixo da chegada. Assim que descer verá um ônibus azul. A passagem custa 5,90 euros e o ônibus faz ponto final na Plaza de Catalunya. Tinha a opção de fazer a conexão com o metrô, mas preferi caminhar, já que, sabiamente escolhi um hotel nas proximidades do ponto de ônibus, na verdade, a 800 metros.



Na chegada me assustei: no centro de informações turísticas cobram 1 euro pelo mapa da cidade! Peguei o ônibus e em 30 minutos estava no ponto final. Tentei me localizar e um senhor me apontou o início da Rambla. Desci a rambla por cerca de 10 minutos e entrei no hostal. Tinha realizado o percurso no google maps, que facilita a localização pela imagem.
La Rambla
Os hotéis são caros em Barcelona, portanto, optei por um hostal (Hostal Benidorm) com quarto individual e banheiro, já que só preciso dele para dormir e utilizar a internet. A conexão era ótima e o quarto limpo, além de estar muito bem localizado, ou seja, perto de muitos pontos turísticos.

 

Após um demorado banho segui para o Mercat de Sant Josep - La Boqueria. A primeira coisa que constatei é que tudo está escrito em catalão, com tradução em inglês e espanhol. Mas estranhamente consegui ler as placas e informações na língua catalã. La Boqueria foi o primeiro mercado municipal da cidade e funciona no antigo convento de São José. É uma atração imperdível. Sucos, frutas, jamón ibérico (o famoso presunto), artesanatos.




Segui caminhando para me entregar à obra de Gaudí: Casa Batlló (se pronuncia "balhó"), localizada em Passeig de Gràcia. Uma constatação óbvia: Barcelona é uma cidade muito cara. O ingresso custa 21,50 euros. Não lembro de nenhuma atração com tal valor em Paris ou Amsterdã (cidades com preços elevados). O local fica cheio. Na verdade, Gaudí é o grande símbolo da cidade e suas construções são as atrações mais procuradas. A casa foi construída entre 1904 e 1906 e é deslumbrante!
 







As obras de Antoni Gaudí, o grande gênio da arquitetura, são consideradas Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco. Destacam-se a Igreja da Sagrada Família, Casa Batlló, La Pedreda, Park Güell, Palau Güell (que ficava exatamente atrás do hostal e não visitei!), Casa Vicens. Desenvolveu uma criatividade excepcional, marcando o modernismo catalão, além de influenciar outros artistas.



Ao caminhar pelas ruas de Barcelona, achei tudo belíssimo e, nos locais menos turísticos, delicioso para flanar. Ao voltar para as ramblas, local com muitos turistas que termina na praia, observei a movimentação. Li que é comum furtos naquela região. Inclusive, na volta, ouvi relato de duas pessoas furtadas no metrô, ambos homens que perderam a carteira. Deixam alguma coisa cair e tentam ajudar e a carteira some.
 
Calça jeans ornando com a calçada risos
No período noturno tem muitos indianos (aparentemente) jogando uns brinquedos luminosos para o alto e não sei a intenção e como ocorre o furto naquela região, mas caminhei despreocupada. Após as 23h, um cara bem bêbado perguntou se eu era da noite, depois caiu a ficha, li que muitas prostitutas ficam nas ramblas (risos), e caminhava pela calçada do canto, não pelo meio e aí pude observar realmente várias mulheres paradas, mas estava indo em direção ao hostal.

O recepcionista indiano do hostal perguntou o motivo de eu ir dormir tão cedo, pois naquela cidade os bares e boates ficam lotadas e fecham só pela manhã.

No dia seguinte levantei cedo, pois teria um dia intenso, e segui para o metrô, muito próximo de onde estava hospedada (linha verde, estação Liceu). E, desci sem olhar se tinha conexão por dentro e estava sem o mapa do metrô. Comprei o bilhete que é válido para o dia inteiro (vantajoso para quem vai pegar o metrô 4 vezes), no entanto, entrei no sentido oposto. Ao sair e dar a volta para o outro sentido, o bilhete não passou (deve ter um tempo para utilizá-lo novamente), um senhor se aproximou e mandou eu passar logo atrás dele! Foi super simpático e conversamos bastante e nem precisei me preocupar, prontamente me perguntou "Vai à Sagrada Família? Te digo quando descer". Elogiou meu espanhol (risos) e disse que tinha certeza que eu era inglesa (ninguém acerta a minha nacionalidade).

Mapa do metrô

Sabiamente comprei o ingresso para visitar a Sagrada Família com antecedência na internet (14,80 euros sem áudio ou guia), pois existem duas filas, para quem comprou online e para quem ainda vai adquirir. A fila é sempre imensa. Tomei um cappuccino no Mc Donald´s ao lado (1,90 euros com um croissant, ótima opção em Barcelona rs) enquanto aguardava o horário escolhido: 11 horas.

A igreja de Gaudí é, sem dúvida, uma das coisas mais bonitas que já vi em toda a minha vida. De tirar o fôlego de qualquer um. Emociona e deslumbra. Gaudí, ao assumir a obra, remodelou o antigo estilo neogótico, imprimindo então suas características na construção. Tudo chama a atenção do espectador: as torres, os vitrais, as colunas e a sensacional abóbada!






Depois peguei o metrô rumo à estação Vallcarca, mais próxima do Park Güell. Meu maior arrependimento foi não ter comprado o tíquete na internet (7 euros). Olhei e pensei "Nunca um parque vai esgotar os bilhetes". Depois de uma longa caminhada subindo escadas, cheguei ao parque, que é imenso, andei, andei e encontrei a principal construção. Na bilheteria fui informada que só tinha ingresso para 16 horas!!! Esperei por mais de 2 horas, que arruinou parte da minha programação.










Sem qualquer lugar para almoçar por perto, recorri ao Subway (que odeio), para aguentar até o horário do meu ingresso. O parque fica lotado e é uma luta para conseguir fotografar com o El drac, o réptil que está em uma das fontes da escadaria.

Saindo do parque, caminhei por 1 km até o metrô de Lesseps e segui para a praia de Barceloneta, que estava cheia. Foi ótimo caminhar por toda a orla. Observei que os apartamentos beira-mar não apresentam qualquer ostentação e a praia me lembrou Venice Beach, na Califórnia. Ao retornar por volta das 8, percebi que já não tinha como visitar o Palau Güell.




Descansei por alguns minutos no hostal e procurei um lugar para me iniciar no mundo das tapas. Caminhei pela Plaça Reial, com inúmeros restaurantes, mas acabei comendo no Restaurante Nuria, na Rambla. Pedi as famosas "patatas bravas", croqueta de pernil e sangría. Tudo delicioso, mas depois pude confirmar que é infinitamente mais caro que em Madri. 


Espero algum dia voltar em Barcelona para visitar o Museo Picasso, Fundación Juan Miró, Fundación Antoni Tàpies, mas confesso que não sou tão fã de Picasso e Miró, por isso não fiz muito esforço para ir a um dos museus na minha curta estadia. E também pretendo ir na casa de Dalí em Cadaqués.

Meu vôo para Marrakech sairia às 11:20. Levantei cedo e subi as ramblas para pegar o ônibus do aeroporto. Hasta luego, Barcelona!
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