Ouro Preto, Minas Gerais

"Oh! quantos riscos,
Marília bela,
Não atropela
Quem cego arrasta
Grilhões de Amor!"
Marília de Dirceu, Lira XIII



Ouro Preto, antiga Vila Rica, é uma cidade mineira cheia de história. A exploração das minas de ouro foi essencial para a construção de inúmeras igrejas no estilo barroco, com esculturas de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, e pinturas do Manuel da Costa Ataíde, conhecido como "mestre" Ataíde. Lembramos também do famoso livro do inconfidente Tomás Antônio Gonzaga sobre sua musa, Maria Dorotéia Joaquina, pra quem dedicou suas liras em "Marília de Dirceu".


Fui para Belo Horizonte com o objetivo de conhecer Inhotim (um dos maiores museus do mundo). Me hospedei no centro, a alguns passos da rodoviária. No dia seguinte, decidi conhecer Ouro Preto, mas teria apenas um dia para desfrutar dos encantos mineiros.

O percurso, de ônibus, durou cerca de 2 horas. Por sorte, a rodoviária fica muito próxima da pousada escolhida (sem precisar descer e subir ladeiras com mala): Pousada dos Ofícios. Excelente relação custo-benefício. O café da manhã era ótimo e os funcionários super cordiais.

Eu e minha amiga deixamos as malas e caminhamos até encontrar um restaurante com a típica comida mineira (que não sou exatamente fã). Comemos e depois seguimos para a Feira de Artesanato, localizada na rua Costa Sena. Comprei algumas peças entalhadas em pedra-sabão (suporte utilizado por Aleijadinho, uma vez que a rocha existe grande escala em Minas Gerais). O vendedor, muito simpático, disse que reza pela presença de turistas brasileiros e norte-americanos, pois os europeus não costumam comprar nada.

Minha amiga, sem muito interesse pelo tesouro arquitetônico da cidade, me disse que preferia visitar as lojas. Nos despedimos por volta do meio-dia e disse que voltaria à pousada por volta das 20h (achei que não andaria tanto), mas cheguei depois das 21h!

Comecei minha caminhada pelas ladeiras, totalmente esbaforida, de repente, trombei com um alemão, que me perguntou algo que não me recordo e caminhamos juntos pelas igrejas, já que estava com um guia. Perguntou-me o que ele deveria comer de típico, sem pensar duas vezes disse "pão-de-queijo". Entramos em um café e pedimos essa iguaria maravilhosa. Ele gostou, mas não tanto quanto eu.

 Depois entramos em um pé-sujo para comer coxinha com caipirinha. 
 
A maioria das igrejas não abrem às segundas-feiras (dia da minha vista! Snif) e cobram ingresso para visitação, com a proibição de fotografar no interior. Um dos trabalhos mais admirados do mestre Ataíde é o teto da Igreja de São Francisco de Assis. Anexo à igreja Nossa Senhora da Conceição (construção iniciada em 1727 por Manuel Francisco Lisboa) fica o Museu Aleijadinho (R$7,00), com inúmeras peças do artista. Na Praça Tiradentes, além da escultura de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, encontramos o Museu da Inconfidência (R$6,00).






Praça Tiradentes

Praça Tiradentes

Detalhe da escultura



Comida mineira

Igreja São Francisco de Assis

Feira de artesanato
Feira de artesanato

Santuário Nossa Senhora da Conceição de Antônio Dias/Museu Aleijadinho

Igreja Nossa Senhora das Mercês e Misericórdia

Igreja do Carmo

Imagem 689

Imagem 685


Cachaça






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