O segundo dia na bela Istambul

Decidi começar o “tour” pelo Grand Bazaar, no segundo dia em Istambul. O gerente do hotel informou que seria melhor pegar o metrô (na verdade é um “tram” ou “vlt”). Explicou que primeiro deveríamos comprar o cartão (que serve para qualquer transporte) e depois colocaríamos créditos, na máquina ou no próprio quiosque. Avisou que pode ser comprado apenas 1 cartão para ser usado por várias pessoas.



Começamos caminhar e quando vimos estávamos na frente no Grand Bazaar. É muito perto, são duas estações, embora já esteja localizado em outro bairro, Eminönü. E não caiu a ficha, num primeiro momento, que o quiosque era, na verdade, o jornaleiro.

 

Já sou escolada com negociação. Em muitos países asiáticos (Tailândia, Indonésia...) os produtos vendidos para turistas não possuem preços fixos e devem ser negociados. Estive em Marraquexe e lá a negociação é visceral, que me deixou cansada. Não achei os vendedores do bazar tão insistentes, mas também não são tão flexíveis com o valor.

Perguntei a um vendedor quanto seria um lenço. Me disse 85 liras turcas! Caminhei e comprei por 20, após negociação, mas quando cheguei no outro mercado, vi que o preço era 15, sem negociação! Queria comprar um conjunto com temperos por 15, mas ninguém quis vender, sendo que o preço era 20. Se você olhar muito para algum produto terá que iniciar uma negociação, se a pessoa não for paciente, sairá estressada de um mercado assim.
 

O Grand Bazaar é provavelmente um dos maiores mercados cobertos do mundo! São mais de 60 ruas com aproximadamente 5 mil lojas. Na antiga Constantinopla havia um grande mercado, mas a história não diz ao certo o local em que se encontrava. Na ocupação otomana, o mercado foi construído, embora tenha sofrido diversos incêndios e terremotos ao longo dos anos. O mercado vende muitos produtos, mas os mais abundantes são joias, doces turcos (turkish delight), cerâmica, olhos turcos ou nazar, prataria para chá.
Olhos turcos

Caminhei instintivamente por um verdadeiro mercado popular até chegar no Bazar das Especiarias (também conhecido como "Bazar Egípcio"). A estrutura é muito menor (88 salas), mas os preços são mais convidativos. Muitos condimentos, doces, chás. Aproveitei para experimentar os Turkish delights (doces turcos gelatinosos com pistache) oferecidos (o melhor era o de romã). Meu amigo acabou comprando uma caixa de doces por 35 TL, na loja que experimentamos. Todas as lojas que vendem doces e chás possuem máquinas para embalar o material a vácuo e facilitar o transporte nos aeroportos. Lá tinha umas misturas de ervas para chá e o mais aromático era o de hibisco - um cheiro maravilhoso. O mercado, em princípio, era chamado de "novo mercado", mas depois, em razão das inúmeras especiarias vindas do Egito, o lugar ganhou o nome de "Bazar egípcio".
A rua que leva do Grand Bazaar ao Bazar das Especiarias
Bazar das especiarias










 





Segui caminhando até a antiga estação “Expresso do Oriente”, linha de trem ligava Paris a Constantinopla - desde sua criação em 1883. Também cenário do livro "O assassinato no expresso oriente", de Agatha Christie. Lá, atual estação Sirkeci, comprei o ingresso para o show dos Dervixes rodopiantes, no dia seguinte, por 50 TL.


Finalmente foi necessário comprar o cartão de transporte (istanbulkart). O gerente do hotel avisou que o cartão custava 7 TL (o site diz 6). Meu amigo, péssimo negociador, foi no jornaleiro (era uma senhora) e ela disse 10. Ele disse “ah, coitada, está precisando ludibriar turista pra sobreviver e pagou”. Jamais pagaria. Procuraria em outro lugar. Dividimos o preço do cartão, já que dava pra ser usado por mais de uma pessoa. Na máquina é possível colocar os créditos (moeda e notas) e consultar o saldo. Tem que ser na máquina nova.


Duas estações depois estávamos em Sultanahmet (o trajeto pode ser feito facilmente caminhando, se a pessoa não estiver cansada e com peso). Caminhamos até o Arasta Bazaar (o Meşale Cafe & Restaurant tem apresentação gratuita de dervixes - pensei em aproveitar no jantar, mas quando chegava no hotel não conseguia mais sair) para observar as lojas e restaurantes.
O bazar ficava a 3 minutos do hotel

Paramos no Fatih Belediyesi Topkapi Sosyal Tesisleri para reabastecer as baterias com um kebab. O local era ótimo para descansar, mas o atendimento muito precário. Foi necessário chamar o garçom e tivemos que levantar e ir até o caixa para pagar (1 suco de laranja mais 1 kebab saiu por 21 TL).

As cores de Istambul
Entramos no Museu de Arte Turca e Islâmica, que fica na Praça Sultanahmet. O lugar tem uma grande coleção de relíquias islâmicas, como alcorões escritos há centenas de anos. Muitos tapetes centenários, portões e esculturas. O prédio tinha pouquíssimos visitantes e os que estavam no interior pareciam bastante religiosos.

 
 
 
 

A próxima parada foi no Hagia Eirene Museum. A igreja ortodoxa foi construída no século VI pelo imperador Constantino. A igreja de Santa Irene foi o primeiro lugar de culto na cidade de Constantinopla. Hoje é um museu.
 
 
Depois caminhamos até o Gülhane Park, que é um parque enorme nas proximidades do Topkapi Palace. O local é público e fica na frente de uma estação de tram (estação Gülhane). Dentro do parque fica localizado o museu de ciências e tecnologia.

 
Segui para o maior museu de Istambul, o Museu Arqueológico. Os prédios estão em reforma, mas o espaço é gigantesco. Observei que muitas peças milenares foram restauradas de forma muito precária. São centenas de esculturas que devem ser apreciadas.


 
Eu e um Kouros. Figura masculina da cultura grega com cabelos frisados e longos.
Alexandre, o Grande


Escultura de Sappho. Safo foi uma poetisa nascida na ilha de Lesbos, na Grécia. Tinha uma escola de poesia e arte para mulheres. Diz a lenda que se apaixonava por suas alunas. Sua preferida foi Atis.

 




Eu e Medusa

Na maioria dos museus não pode fotografar com flash e as minhas fotos ficaram péssimas...
Os belos cafés e restaurantes da cidade
No retorno, tentei fazer o mesmo caminho, mas um soldado do exército informou que o parque estava fechado (na verdade só disse “não” e entendi o motivo).

No caminho para o hotel, aproveitei para provar a castanha assada (kestane), vendida em abundância em carrinhos pela cidade. Adoro castanhas cozinhas, mas a assada é muito seca e sem sabor (5 TL), no mesmo carrinho vendem milho assado (2 TL), mas a aparência era de seco e não tinha manteiga (risos).


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