Crianças do cinema que vão roubar seu coração

1º Lugar: Valentin


Cuidado! O argentino Valentin (Rodrigo Noya) vai te fazer chorar em Valentin (El sueño de Valentin)! O menino vive com a avó, pois a mãe desapareceu e o pai não se interessa muito por ele, enquanto isso sonha em ser astronauta. É um dos filmes mais comoventes que já assisti. Lindo!


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2º lugar: Nicolas

Nicolas (Maxime Godart) é o protagonista do filme que ficou mais tempo em cartaz no Rio de Janeiro: O pequeno Nicolau (Le petit Nicolas). Embora seja muito amado, por um ruído na comunicação, pensa que seus pais irão se desfazer dele brevemente.





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3º Lugar: Ingemar

O sueco Minha vida de cachorro (Mitt liv som hund) é um clássico do cinema. A mãe de Ingemar (Anton Glanzelius) contrai tuberculose e ele é obrigado a se afastar da família e sente a dor da separação e as agruras da vida. É maravilhoso!





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4º Lugar: Anna

Anna (Nina Kervel-Bey) não é fofa, pelo contrário, mas tem uma atuação brilhante em A culpa é do Fidel (La Faute à Fidel). Criada em uma família tranquila e com uma vida confortável se vê, de repente, cercada por "barbudos" comunistas.






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4º Lugar: Gonzalo e Pedro

Gonzalo (Matías Quer) é de classe alta, estuda no melhor colégio de Santiago, e fica amigo de Pedro Machuca (Ariel Mateluna), bolsista, de família pobre. Machuca é um dos melhores filmes chilenos de todos os tempos. A amizade floresce, apesar da diferença social existente entre os dois.



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5º Lugar: Ludovic

Ludovic (Georges Du Fresne) acha que é menina e quer se parecer com uma e diz "Eu sou um garoto agora, mas um dia serei garota". Ele vai tocar seu coração. O belga Minha vida em cor-de-rosa (Ma vie en rose) é um filme premiado e conhecido do grande público.




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6º Lugar: Gabe
Gabe (Josh Hutscherson) é um menino apaixonado de Manhattan e narra sua história de amor em ABC do amor (Little Manhattan). Já notaram como ele cresceu? Pode ser visto em "Minhas mães e meu pai".








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7º Lugar:  Razieh

Sou assumidamente apaixonada pelo cinema iraniano, que costuma mostrar o dissabor da vida pela ótica das crianças. O balão branco (Badkonake Sefid) foi vencedor da Camera D'Or de Cannes. Razieh (Aida Mohammadkhani) sonha em comprar um peixe dourado para a comemoração do Ano Novo, gastando o último centavo de sua mãe, mas, no caminho, a menina perde o dinheiro...


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 8º Lugar: Ali e Zahra

Ali (Amir Farrokh Hashemian) e Zahra (Bahare Seddiqi) são personagens do excelente iraniano Filhos do paraíso (Bacheha-Ye aseman), do diretor Majid Majidi (que dirigiu outros ótimos filmes com crianças, como "A cor do paraíso" e "A canção dos pardais"). Ali perde o único par de sapatos da irmã e passa a dividir seu próprio sapato com ela. Aviso: vai dilacerar seu coração!

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9º Lugar: Osama

Osama (Marina Golbahari), personagem do filme homônimo, é menina no Afeganistão, no regime Talibã, que finge ser menino para poder ajudar a família composta só por mulheres, mas é descoberta. Assistam!




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10º Lugar: Chihiro


Ah, eu sei, ela não é uma criança de verdade, mas a japonesa Chihiro, de A viagem de Chihiro (Sen to Chihiro no kamikakushi), animação do afamado Hayao Miyazaki, é algo indescritível e merece um lugar no top 10, não acham? Foi a primeira animação a levar o Urso de Ouro em Berlim.





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11º Lugar: Mirco

Mirco (Luca Capriotti) é apaixonado por cinema em Vermelho como o céu (Rosso come il cielo), contudo, perde a visão após um acidente e tem que ir para uma escola especial para deficientes visuais. Lembra outra pérola italiana: "Cinema paradiso".



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Pina

"Pina era uma pintora"


Indubitavelmente um dos méritos do diretor alemão Wim Wenders é expor o trabalho da coreógrafa alemã Pina Bausch para o grande público, em "Pina" (2011). Embora não tenha uma relação de amor com a dança (fiz balé na infância, no entanto, risos, sofri um trauma na época da faculdade de artes), tento me despir de preconceitos para poder apreciar a linguagem.

Minha maior curiosidade era sobre a feitura de um filme de arte em 3D (conferi apenas no formato convencional), pois só experimentei, até o momento, blockbusters como "Avatar". Assistir Pina é uma dessas experiências raras que o cinema pode proporcionar. Wenders te coloca na plateia do teatro, para admirar a obra de Pina, e você não quer sair de lá. Oscila com tomadas externas ou em cenários. 

Mostra ainda, intercalado com a dança contemporânea, o relato dos bailarinos que trabalharam com a coreógrafa, mas eles não movimentam os lábios e as vozes são ouvidas no próprio idioma de cada um. Registram uma lição aprendida com Pina.

Os movimentos são convidativos e os dançarinos se entregam completamente em momentos de êxtase. O longa ainda não estreou no Brasil, mas, de antemão, me questiono se as (poucas) salas de projeção em 3D vão apresentar "Pina",  uma vez que o gênero musical não costuma atrair grande público.

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Melancholia


 
Melancholia (2011) é o mais recente filme do diretor dinamarquês Lars Von Trier. Embora não tenha assistido toda sua cinematografia, alguns filmes são impactantes e fogem ao padrão, tais como "Dogville" ou "Dançando no escuro".

Não é apenas mais uma película sobre o fim do mundo com hecatombes norte-americanizadas. Fala principalmente sobre um sentimento que nos enfraquece e desorienta: o medo. É a apreensão irracional capaz de aniquilar. O casamento de Justine (Kirsten Dunst) - atriz que recebeu o prêmio em Cannes por sua atuação - e o relacionamento com a irmã Claire é, ao meu ver, apenas um pano de fundo para a demonstração de depressão incontrolável diante de uma notícia sobre a cessação da existência.

A música de Richard Wagner ressoa em nossos ouvidos, com excertos de Tristão de Isolda (linda história sobre o "amor cortês"). Ao final, concluímos que o ser humano, por instinto, quer sobreviver. A melancolia é o estado de desencanto e tristeza. Parafraseando Woody Allen "Não é que eu tenha medo da morte. Eu apenas não quero estar lá quando isso acontecer."


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"Tomboy" ou torna-te aquilo que és


Tomboy (2011), pela definição do "Michaelis", é: menina que se interessa por atividades masculinas. O filme francês homônimo, de Céline Sciamma - permite um diálogo com outros dramas cinematográficos infantis/juvenis, seja com o argentino XXY ou com o belga Minha vida em cor-de-rosa ("Ma vie en rose" venceu o Globo de Ouro de 98) - narra o conflito emanado do (re)conhecimento da sua própria identidade.
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