Joseph Kosuth


Clock (One and Five), 1965

A arte conceitual culmina todo um percurso da arte contemporânea ao romper com os suportes tradicionais. Os artistas rompem com a materialização do objeto, com a obra de arte, cedendo espaço para as ideias, os projetos, os esboços. Estimulam a imaginação dos espectadores, abrindo espaço para ampla reflexão e ação. Situa-se, por muitas vezes, no campo filosófico. 

O trabalho "relógio", de Joseph Kosuth, desloca o sentido do objeto para a ideia. Apresentando um trabalho composto por três elementos: um relógio, a imagem do relógio e significados para "tempo", "objeto" e "maquinação". Trazia à tona a problemática sobre o que é de fato o relógio. Se é o objeto em si, se é o que ele representa, se é sua função que o faz relógio. Eleanor Heartney destacou: "Assim, a obra de arte apresenta uma questão filosófica sobre o significado do significado". 

Como vemos em "relógio", a arte passa a questionar tudo, é uma "arte como ideia". Kosuth dizia que ser artista significava questionar a natureza da arte: "The ‘value’ of particular artists after Duchamp can be weighed according to how much they questioned the nature of art”.

A obra é de propriedade da Tate Collection: http://www.tate.org.uk/servlet/ViewWork?workid=8223
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