O meu top 10 assistido em 2010

 Cisne Negro (Black Swan) 

"I just want to be perfect"



Temple Grandin (TV)

"Nature is cruel, but we don't have to be".


Exit Through the Gift Shop
"I used to encourage everyone I knew to make art; I don't do that so much anymore"


Minhas mães e meu pai (The kids are all right)



Tudo pode dar certo (Whatever Works)

"See, I'm the only one who sees the whole picture. That's what they mean by genius" 



Onde vivem os monstros (Where the wild things are)

 "Do you have a favourite colour? Hey, can I be your favourite colour?"


A rede social (The social network)

"I don't want friends".


 
Mother - a busca pela verdade (Madeo)


Um doce olhar (bal)

"Dreams are not told aloud".





O pequeno Nicolau (Le petit Nicolas)



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Roland Barthes artista amador

Roland Barthes artista amador

Sem título, 1974.

Tem um texto do Roland Barthes que acho ótimo, sobre o "artista amador", nome da sua exposição no CCBB, que aconteceu em 1995. Para além da produção literária, o francês também se arriscou no campo das artes visuais com seus desenhos, rabiscos, grafismos.

Sem título, 1976.

 "O amador não é obrigatoriamente definido por um saber menor ou uma técnica imperfeita [...], mas, sim, por isto: ele é o que não mostra, o que não se faz ouvir. Eis o sentido da ocultação: o amador procura produzir apenas o seu próprio gozo (mas nada proíbe que este, sem que ele o saiba, venha a ser nosso por acréscimo), e esse gozo não é desviado para histeria alguma. Para lá do amador, acaba o gozo puro (distanciado de toda neurose) e começa o imaginário, isto é, o artista: o artista goza, sem dúvida, mas, a partir do momento em que ele se mostra e se faz ouvir e a partir do momento em que tem um público, o seu gozo deve compor com uma imago, que é o discurso que o Outro mantém sobre o que ele faz."

Roland Barthes
 
Sem título, 1975.
"A pintura de Roland Barthes é uma escritura ilegível, um anti-querer-dizer. Ela não quer dizer nada [...] Pois ela quer, e quer de uma maneira muito forte, já que brota do desejo. E antes de tudo ela quis ser, e é. É até mesmo esta excelente surpresa: a inteligência é bela, quando é nua."

Renaud Camus

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Wassily Kandinsky

Estudo para composição II, 1910, The Solomon R. Guggenheim Museum
 
"Uma obra de arte é constituída por dois elementos: o interior e o exterior. O elemento interior, quando tomado individualmente, representa a emoção da alma do artista. Na verdade, esta emoção é capaz de suscitar na alma do espectador uma emoção correspondente. Enquanto a alma estiver ligada ao corpo, este apenas poderá, regra geral, receber vibrações por intermédio dos sentimentos. O sentimento constitui, portanto, uma ponte que conduz do imaterial para o material (artista) e do material para o imaterial (espectador). Emoção - sentimento - obra - sentimento - emoção."

Wassily Kandinsky




P.S.: O Guggenheim Museum, NY, tem dezenas de Kandinskys.
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O carteiro e o poeta


O carteiro e o poeta (Il postino), 1994, pertence à categoria rara de filmes que você lembrará por semanas, meses, anos... Com uma fotografia linda e uma trilha sonora belíssima, narra a história da amizade de um carteiro com o poeta chileno Pablo Neruda durante o exílio na Itália. A versão original do roteiro (e livro) relata fatos ocorridos em Isla Negra, uma das três casas do poeta, que fica no litoral do Chile. Levou o Oscar de melhor trilha. Ofereço recortes:

Isla Negra, Chile.

Citações:

"When you explain poetry, it becomes banal. Better than any explanation is the experience of feelings that poetry can reveal to a nature open enough to understand it."

"Poetry doesn't belong to those who write it; it belongs to those who need it."

Poema:

If you forget me é um poema de Neruda lido por Madonna para a trilha do filme:


If You Forget Me

I want you to know
one thing.

You know how this is:
if I look
at the crystal moon, at the red branch
of the slow autumn at my window,
if I touch
near the fire
the impalpable ash
or the wrinkled body of the log,
everything carries me to you,
as if everything that exists,
aromas, light, metals,
were little boats
that sail
toward those isles of yours that wait for me.

Well, now,
if little by little you stop loving me
I shall stop loving you little by little.

If suddenly
you forget me
do not look for me,
for I shall already have forgotten you.

If you think it long and mad,
the wind of banners
that passes through my life,
and you decide
to leave me at the shore
of the heart where I have roots,
remember
that on that day,
at that hour,
I shall lift my arms
and my roots will set off
to seek another land.

But
if each day,
each hour,
you feel that you are destined for me
with implacable sweetness,
if each day a flower
climbs up to your lips to seek me,
ah my love, ah my own,
in me all that fire is repeated,
in me nothing is extinguished or forgotten,
my love feeds on your love, beloved,
and as long as you live it will be in your arms
without leaving mine.

Pablo Neruda




Livro:

"O carteiro e o poeta" foi escrito em 1985 por Antonio Skármeta.



"É que se fosse poeta poderia dizer o que quero.
- E o que é que queres dizer?
- Bem, esse é justamente o problema. Como não sou
poeta, não sei dizê-lo."

Túmulo de Neruda, Isla Negra, Chile.

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Um lugar imperdível na Argentina: Tigre

 Rio Tigre, foto do celular.

 O Tren de la costa faz conexão com a estação de trem Mitre e leva a pessoa pela costa do rio até o município de Tigre. Tomei um táxi e pedi que levasse a Mitre, no entanto, o taxista me deixou na estação Retiro. O trem normal também faz o caminho até Tigre, mas não pela costa, então, com algum receio de entrar no trem, tomei outro táxi até Mitre. Para surpresa, faziam greve de 2 dias. O que fiz? Peguei o trem normal e fiquei feliz porque é melhor que o metrô, com espaço e ventilação. O trem elétrico começou ligar Buenos Aires à cidade  de Tigre em 1916, acentuando o progresso turístico e a popularidade de suas ilhas.

Rio Tigre, foto do celular.

Tigre é a praia deles. Uma cidade bonita cortada pelo “rio tigre”, um dos afluentes do “rio de la plata”. Encontramos uma grande estação pluvial, com barcos que levam até as inúmeras ilhas. As ilhas oferecem camping, muitas casas particulares e alguns hotéis. Para os turistas, catamarãs. Com 30 pesos é realizado um ótimo passeio de 1 hora. Muitas pessoas ficam no centro da cidade, apenas descansando debaixo de árvores e fazendo um piquenique.


Rio Tigre, foto do celular.

Às margens do rio tigre tem o Parque de la costa, e, como adoro uma montanha-russa, tive que visitá-lo. Custa 48 pesos. O parque fecha às 20h, no verão. 






        
Obs.: A visita foi realizada em janeiro de 2009.
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Roy Lichtenstein

"Drowning girl", 1963, MoMA.

"Alguém pode olhar intensamente para o meu trabalho e pensar que não é satírico, julgo eu, ou que não faz qualquer comentário [...]. Não estou absolutamente seguro da mensagem social que a minha arte contém, se é que contém alguma. Na verdade não me preocupo com isso. Não me interessa um tema para com ele tentar ensinar alguma coisa à sociedade ou para tentar, de alguma forma, melhorar o mundo."


Roy Lichtenstein
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A Oficina Brennand

Um dos lugares mais incríveis na cidade de Recife é, sem dúvida, a Oficina Brennand. Fica localizada na Várzea, na antiga fábrica de cerâmica da famíla Brennand  - ter uma casa decorada com as cerâmicas Brennand é sinal de bom gosto.

Leo e Carlinhos (meus amigos) me levaram para um prazeroso passeio que recomendo e garanto que será inesquecível se você aprecia arte. Pela dimensão do lugar, para chegar, é preciso ir de táxi ou de carro. Fica próximo à UFPE.


"Os comediantes" dão boas-vindas aos visitantes


Francisco Brennand nasceu na capital de Pernambuco em 1927 e tem uma produção intensa e numerosa, para não dizer alucinada. Seus trabalhos são encontrados também no Recife Antigo (os "falos" de Brennand).
São 11 ambientes com esculturas, desenhos, pinturas do artista pernambucano, que não sei verificar a qualidade de suas obras, mas, decerto, causam impacto.
O ambiente é mágico e as esculturas nos convidam ao toque, com figuras insólitas e inimagináveis. Como resistir ao convite tátil? 




A Escultura de Brennand

Até há alguns anos, não se tinha plena consciência da importância da obra de Brennand. Talvez por ser feita de barro queimado e no Nordeste, muitos a viam como nacionalista, se não regionalista. Ainda que com todo o respeito, ele era chamado de ceramista, não de escultor.

Mas não são as técnicas que definem a natureza e qualidade de uma obra. O que faz Brennand - está hoje bem claro - é escultura, com todas exigências desta. É uma obra variada que reflete a vasta cultura e os vastos interesses do autor. Basta olhar com atenção para os títulos das peças para perceber que ele fala da história do homem, de sua trajetória no planeta (sobretudo seus sofrimentos e tragédias), e do sexo como força motriz. A rigor, é incorreto dizer que a obra de Brennand seja erótica: erótico é o que induz à excitação e ao prazer. Aqui há uma sexualidade sem pudores, que tem ao mesmo tempo algo de primitivo, de cruel e inevitável.


Olívio Tavares de Araújo



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