Pina

"Pina era uma pintora"


Indubitavelmente um dos méritos do diretor alemão Wim Wenders é expor o trabalho da coreógrafa alemã Pina Bausch para o grande público, em "Pina" (2011). Embora não tenha uma relação de amor com a dança (fiz balé na infância, no entanto, risos, sofri um trauma na época da faculdade de artes), tento me despir de preconceitos para poder apreciar a linguagem.

Minha maior curiosidade era sobre a feitura de um filme de arte em 3D (conferi apenas no formato convencional), pois só experimentei, até o momento, blockbusters como "Avatar". Assistir Pina é uma dessas experiências raras que o cinema pode proporcionar. Wenders te coloca na plateia do teatro, para admirar a obra de Pina, e você não quer sair de lá. Oscila com tomadas externas ou em cenários. 

Mostra ainda, intercalado com a dança contemporânea, o relato dos bailarinos que trabalharam com a coreógrafa, mas eles não movimentam os lábios e as vozes são ouvidas no próprio idioma de cada um. Registram uma lição aprendida com Pina.

Os movimentos são convidativos e os dançarinos se entregam completamente em momentos de êxtase. O longa ainda não estreou no Brasil, mas, de antemão, me questiono se as (poucas) salas de projeção em 3D vão apresentar "Pina",  uma vez que o gênero musical não costuma atrair grande público.

Trailer:

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