Roland Barthes artista amador

Roland Barthes artista amador

Sem título, 1974.

Tem um texto do Roland Barthes que acho ótimo, sobre o "artista amador", nome da sua exposição no CCBB, que aconteceu em 1995. Para além da produção literária, o francês também se arriscou no campo das artes visuais com seus desenhos, rabiscos, grafismos.

Sem título, 1976.

 "O amador não é obrigatoriamente definido por um saber menor ou uma técnica imperfeita [...], mas, sim, por isto: ele é o que não mostra, o que não se faz ouvir. Eis o sentido da ocultação: o amador procura produzir apenas o seu próprio gozo (mas nada proíbe que este, sem que ele o saiba, venha a ser nosso por acréscimo), e esse gozo não é desviado para histeria alguma. Para lá do amador, acaba o gozo puro (distanciado de toda neurose) e começa o imaginário, isto é, o artista: o artista goza, sem dúvida, mas, a partir do momento em que ele se mostra e se faz ouvir e a partir do momento em que tem um público, o seu gozo deve compor com uma imago, que é o discurso que o Outro mantém sobre o que ele faz."

Roland Barthes
 
Sem título, 1975.
"A pintura de Roland Barthes é uma escritura ilegível, um anti-querer-dizer. Ela não quer dizer nada [...] Pois ela quer, e quer de uma maneira muito forte, já que brota do desejo. E antes de tudo ela quis ser, e é. É até mesmo esta excelente surpresa: a inteligência é bela, quando é nua."

Renaud Camus

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